Grupo Allard

O Grupo Allard personifica o moderno, o novo, mas com uma paixão incomensurável pela tradição e pela beleza das formas.

O seu fundador e atual presidente, Alexandre Allard, nasceu em Washington e adotou Paris como seu lar. Um empresário obstinado, que passou a desenvolver uma variedade de atividades de sucesso associados com o marketing e com novas tecnologias de comunicação durante a década de 1990. Em 1995, ele foi um dos três co-fundadores da Consodata, que se tornou o maior banco de dados de comportamento no mundo. Em 2000, decidiu fazer uma mudança radical e dedicar seu tempo a suas grandes paixões: arte e arquitetura.

Vários anos viajando ao redor do mundo ajudou a aprimorar a sua ambição: redescobrir a energia criativa desses lugares lendários e reacender a chama justapondo o poder do patrimônio cultural com o dinamismo da arte contemporânea.

Em 2006 se associou com Alain Hivelin para trazer o renascimento da Casa de Balmain. No final de 2007, começou a concentrar-se na Royal Monceau para transformá-lo em um palácio do século 21, na  efervescente Paris. Em 2008, Alexandre Allard  fundou o grupo que leva seu nome e sua visão.

Fonte: http://www.groupe-allard.com/

Grupo Allard fecha compra do Hospital Matarazzo

O grupo Allard, especializado em hotéis de altíssimo luxo, fechou na semana passada, por R$ 117 milhões a compra do antigo hospital Umberto Primo, também conhecido como hospital Matarazzo, na Bela Vista, centro de São Paulo. A Previ, dona do imóvel, confirmou a venda. O investimento no antigo hospital para torná-lo no primeiro hotel seis estrelas no País pode chegar a R$ 500 milhões. O grupo Allard é reconhecido pela atuação no mercado de altíssimo luxo. Em Paris, é dono do Royal Monceau, que tem diárias entre 800 e 900 euros. No Brasil, o padrão deverá ser o mesmo, com tarifas entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil. O próprio Alexandre Allard, fundador e presidente do grupo, participou das negociações para a compra do Hospital Matarazzo.

O projeto do grupo é fazer no local dois hotéis – um deles de altíssimo luxo, na área da antiga maternidade -, além de um centro cultural, um centro comercial e de gastronomia. O conceito a ser adotado é o de “hotel palácio”, num projeto que prevê a manutenção das características originais do edifício, que é tombado. O projeto terá que ser aprovado pelo Conpresp e Condephaat (órgãos municipal e estadual de preservação do patrimônio histórico).

Reforma do Teatro Cultura Artística vai mudar estrutura e restaurar painel de Di Cavalcanti

O Teatro Cultura Artística, no centro de São Paulo, faz parte da história da cidade. Após ser destruído por incêndio, em agosto de 2008, o movimento de atores no local deu lugar ao vai e vem de operários da construção. Quem passa hoje por lá vê tapumes e o surgimento de estruturas metálicas. Paulo Bruna, do escritório Paulo Bruna Arquitetos Associados, antigo parceiro do arquiteto Rino Levi, sente-se reformando a própria casa com seu novo projeto para o Cultura Artística.

O projeto original, datado de 1942, teve a assinatura de Roberto Cerqueira Cesar em parceria com Rino Levi. Oito anos depois, o teatro foi inaugurado, com dez mulheres na fachada, em painel de pastilhas Vidrotil, assinado por Di Cavalcanti. Como era tradicional nos anos 1950, havia um palco, não tão grande, nem tão fundo, mas para enorme plateia: 1.560 lugares se abriam em leque a partir de um eixo central do palco, que ficava de frente para a Rua Nestor Pestana. “O teatro tinha um eixo perpendicular à rua”, relembra Paulo Bruna. O comprimento da última fila era o mesmo do painel da fachada, em sua curvatura, de 48 metros. “Agora, estamos invertendo esse eixo, de forma que o palco fique paralelo à Nestor, ou de lado para ela”, explica. Se antigamente a última fila ouvia claramente o que o ator representava, era porque Levi foi um grande estudioso da acústica. Após a reforma o Cultura Artistica vai ficar melhor ainda. O novo teatro terá cinco pavimentos, com três níveis de balcões e camarotes, e uma plateia mais estreita, reduzida para 788 lugares. “É para baixar as luzes dos balcões e manter um maior nível de intimidade entre o palco e o público, nos dias em que o espetáculo não lotar a sala.”

Os últimos pavimentos, acima dos balcões, portarão camarins, administração, e haverá ainda um andar subsolo de estacionamento para atores, funcionários, equipes técnicas, depósitos e casas de máquinas. “A decisão de fazer um teatro moderno parte do princípio de que ele terá de ser multifuncional, para orquestra sinfônica – e daí a necessidade de se ter um fosso entre o palco e a plateia -, música de câmara, solistas, teatro, balés, óperas e musicais”, diz o arquiteto. Para tanto, o estudo de acústica e materiais de revestimento terá de ser minucioso.

Se não havia lugar para abrigar músicos, tampouco suficiente era o espaço de foyers. A legislação atual exige que haja de 0,7m² a 0,85m² disponíveis de foyer para cada assento dentro da sala de espetáculos. “Os foyers antigos tinham área total menor que 1/3 da área de plateia”, conta Paulo. “Nem a metade dos presentes conseguia pegar champanhe na hora do intervalo.”

O novo conceito dá mais importância ao momento de socialização, com bares, mesas, lojas de CDs, e múltiplos foyers e toaletes.


Fonte: UOL CASA - GIOVANNY GEROLLA