Investimento estrangeiro no Brasil é o maior em cinco anos

O investimento estrangeiro direto acumulado no Brasil se multiplicou por quatro em cinco anos, passando de US$ 162,8 bilhões em 2005 para US$ 660,5 bilhões em 2010, informou nesta quinta-feira o Banco Central, no detalhamento do Censo de Capitais Estrangeiros no país. Em termos percentuais, isso equivale a um crescimento de 306%.

Excluídos da conta os empréstimos internos entre matrizes e filiais de uma mesma empresa, o aumento dos investimentos foi de 256%. Esse cálculo foi computado pela primeira vez e chega a US$ 80,9 bilhões.

Por países, os maiores investidores no Brasil são os Estados Unidos, com acumulado de US$ 104,7 bilhões, Espanha, com US$ 85,3 bilhões, e Bélgica, com US$ 50,4 bilhões. Com relação aos setores, 16,9% do investimento estrangeiro se concentra nos bancos e serviços financeiros, com montante de US$ 98,1 bilhões.

O segundo setor foi o de bebidas, com US$ 52,2 bilhões (9%), seguido pelo petróleo, com US$ 49,4 bilhões (8,5%) e telecomunicações, com US$ 40,6 bilhões (7%). O Brasil vai registrar cerca de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em 2011, apontam os cálculos mais recentes do Banco Central.

Fonte:

Uol Economia

São Paulo é a quinta maior no mercado corporativo

A consultoria Colliers International divulgou em abril uma pesquisa com a classificação das cidades de todo o mundo que mais constroem imóveis corporativos. Os dados foram coletados em 61 países e 154 mercados, considerando edifícios para as classes A ou A+ do mercado imobiliário empresarial.



O levantamento teve como base o resultado de dezembro de 2009 e permite identificar São Paulo entre as cinco maiores cidades, com cerca de 1,5 milhão de metros quadrados de área construída de edifícios corporativos previstos para os próximos anos. Até o final de 2013, 50% desses empreendimentos já devem estar prontos.

Outro destaque nos resultados da pesquisa é o Rio deJaneiro, que aparece com o quinto maior preço de locação por metro quadrado. A gestora da pesquisa, Mariana Ferreira, aponta que os números foram obtidos pelo levantamento de campo e telefônico com proprietários, incorporadoras e construtoras. "Considero a pesquisa importante para entender como os imóveis no Brasil estão valorizados, o que justifica o interesse em construir novos empreendimentos", argumenta Ferreira.
No primeiro lugar do ranking aparece Moscou, com previsão de entrega de 4.046.000 m2 de área corporativa construída; em segundo, Cantão, na China, com 3.226.038 m2; em terceiro, Dubai, nos Emirados Árabes, com 2.231.190 m2; e em quarto, Xangai, na China, com 2,2 milhões de metros quadrados. 

Avenida Paulista 120 anos

Inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891 por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, a Avenida foi um desejo da sociedade em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próximo das regiões da Praça da República, Higienópolis e Campos Elísios. Locais estes, à época, altamente valorizados e totalmente ocupados.

No final do século XIX, na região da Paulista não haviam residências de maior porte, apenas habitações populares, alguns casebres e até mesmo cocheiras. 

Vista para a Consolação em 1900, com as primeiras mansões já erguidas

Já no começo do século XX, São Paulo teve uma grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que daria início a um período de grande crescimento. As novas ruas  surgiam rotineiramente na paisagem urbana, com projetos desenvolvidos por engenheiros renomados. Nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central (onde hoje existe o Masp) as glebas eram naturalmente mais caras.
Em 1909, frente ao desenvolvimento da região, Avenida Paulista foi a primeira via pública do Brasil,  asfaltada com  material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos.

Outra vista do Paraíso, em 1927. Na época tentou-se mudar o nome
para Avenida Carlos de Campos, homenageando o ex-Governador do Estado que havia falecido,
mas a reação da sociedade fez com que a avenida voltasse a ter o nome com o qual foi criada 
Vista a partir do largo do Paraiso em 1928, atual Pça Oswaldo Cruz
Os lotes de terreno seguiram padrões urbanísticos inovadores para a época, com regras de implantação que, como conjunto, caracterizaram uma ruptura com os tecidos urbanos tradicionais da cidade. As novas moradias se nortearam pela arquitetura eclética, principalmente a norte-americana, onde os imóveis ficavam isolados no meio dos lotes nos quais se implantavam, tendo jardins em seu entorno, configurando um tecido urbano diferente do restante da cidade.  No restante da cidade, nos anos 20, a arquitetura neoclássica francesa era muito predominante e via de regua alinhava a fachada das edificações com a testada do terreno. Isso fez com que a Paulista possuísse uma amplidão espacial inédita na cidade, chamando a atenção para grandes empresários da época, que desejavam morar com conforto e exclusividade.

Foto aérea da região da Consolação de 1935. O prédio maior é o Colégio São Luís,
onde hoje se encontra o Edifício de mesmo nome. 
Infelizmente o perfil estritamente residencial permaneceu somente até meados da década de 1950, quando o desenvolvimento econômico da cidade levava os novos empreendimentos comerciais e de serviços para regiões afastadas do seu centro histórico. Durante as décadas de 60 e 70, seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo e com a valorização dos imóveis incentivada pela especulação imobiliária, começaram a surgir edifícios de escritórios com 30 andares em média. Foi durante esse período, que a Avenida passou por uma profunda mudança paisagística.

Os leitos destinados aos veículos foram alargados e criaram-se os atuais calçadões, caracterizados por um desenho branco e preto formado por mosaico português. Assim sucumbia-se definitivamente os amplos e maravilhosos jardins, em troca de espaço para carros e pedestres. O projeto de redesenho ficou a cargo do escritório da arquiteta-paisagista Rosa Grena Kliass, enquanto o projeto do novo mobiliário urbano da avenida foi assinado pelo escritório Ludovico & Martino.
Residência de Abrão Andraus, de 1896
Residência de Numa de Oliveira, 1930

Residência da família Weifszflog, de final do séc XIX

Vista da Paulista, esquina com Rua Bela Cintra

Residência de Josefa Gavião Peixoto, 1915

Residência da família Tomaselli, de 1904

Belvedere Trianon, onde hoje existe o Masp

Entrada do Belvedere Trianon, na Paulista, onde hoje existe o Masp

Residência de Amim Andraus

Residencia Horácio Sabino, de 1903





Fotos dos antigos casarões. Fonte http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=284780