Folha de São Paulo
O antigo hospital Umberto Primo, também conhecido como hospital Matarazzo, na região da Avenida Paulista, está próximo de ser vendido. O principal interessado, segundo a Folha apurou, é o grupo proprietário do hotel Le Royal Monceau, em Paris, recentemente reformado.
A ideia do grupo Allard é restaurar o antigo hospital para fazer ali o hotel mais luxuoso do Brasil, classificado internacionalmente como "seis estrelas", e outro padrão cinco estrelas. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil dono do prédio, confirma que está "em estágio avançado de negociação com grupos de investidores interessados no imóvel".
O órgão, no entanto, não informa quem seriam os investidores interessados nem qual é o destino que deve ser dado ao prédio. O grupo Allard, que mantém um escritório e um diretor-executivo no Brasil desde 2008, não respondeu. Informou apenas que, na próxima semana, deve ter novidades sobre o assunto, mas não confirmou nem sequer se está relacionado com a negociação com a Previ.
Alexander Allard, presidente do grupo, é conhecido nos Estados Unidos e na Europa por seus investimentos no mercado de alto luxo.
O Le Royal Monceau, por exemplo, foi comprado por ele em 2007 e reformado com projeto do renomado designer Philippe Starck. O projeto para o hospital Matarazzo, que também deve ser assinado por Starck, inclui ainda uma galeria de arte e uma área para shows. Os dois -Allard e Starck- estiveram em São Paulo no fim do ano passado, mas não revelaram quais negócios pretendiam fazer na cidade.
A Folha apurou que o grupo já está, inclusive, negociando a contratação de uma frota de táxis -seriam 30 carros, dez deles blindados- para atender aos futuros clientes dos hotéis.
O prédio é tombado pelos órgãos do patrimônio histórico estadual e municipal, que ainda não foram consultados sobre a possível reforma.
No ano passado, a Previ pediu autorização para fazer uma manutenção no prédio havia telhas quebradas e calhas entupidas. Neste ano, novo pedido, agora para instalar sistema anti-incêndio.
O complexo com dez edifícios foi construído entre 1904, quando a ala administrativa foi inaugurada, e 1974. Endividado, o hospital fechou em 1993, quando o prédio foi vendido à Previ.
No total, são 26,3 mil m2 de área construída em um terreno de 19 mil m2. Corretores que atuam na região da Avenida Paulista estimam que o imóvel valha, pelo menos, R$ 160 milhões, podendo chegar a R$ 260 milhões.
Imobiliárias e construtoras têm até o dia 28 de fevereiro para entregar o Dimob
O prazo para entrega da declaração com a qual a Receita Federal verifica se operações como a compra e o aluguel de unidades imobiliárias, valores recebidos e as datas das transações foram as mesmas declaradas pelo contribuinte termina no dia 28. Além da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob), a Receita usa várias fontes para cruzar os dados constantes na declaração do Imposto de Renda, como registros em cartório e gastos com despesas médicas e cartão de crédito.
Este ano, o prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 começa daqui a uma semana, no dia 1º de março, e vai até 29 de abril.
A Dimob deve ser apresentada por empresas imobiliárias, construtoras e incorporadores sempre no último dia útil de fevereiro, com as informações do ano anterior, conforme a Instrução Normativa 694, de 2006.
A pessoa jurídica que deixar de apresentar a Dimob no prazo estabelecido ou que apresentá-la com incorreções ou omissões pagará multa de R$ 5 mil ao mês. E, no caso de informação omitida, inexata ou incompleta, a multa é de 5%, não inferior a R$ 100 do valor das transações comerciais. A omissão de informações ou a prestação de informações falsas na Dimob também configura hipótese de crime contra a ordem tributária, previsto no Artigo 2º da Lei nº 8.137, de 1990.
Este ano, o prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 começa daqui a uma semana, no dia 1º de março, e vai até 29 de abril.
A Dimob deve ser apresentada por empresas imobiliárias, construtoras e incorporadores sempre no último dia útil de fevereiro, com as informações do ano anterior, conforme a Instrução Normativa 694, de 2006.
A pessoa jurídica que deixar de apresentar a Dimob no prazo estabelecido ou que apresentá-la com incorreções ou omissões pagará multa de R$ 5 mil ao mês. E, no caso de informação omitida, inexata ou incompleta, a multa é de 5%, não inferior a R$ 100 do valor das transações comerciais. A omissão de informações ou a prestação de informações falsas na Dimob também configura hipótese de crime contra a ordem tributária, previsto no Artigo 2º da Lei nº 8.137, de 1990.
Os bairros mais valorizados de São Paulo
| Praça Pereira Coutinho - Vila Nova Conceição |
São Paulo - Para uns, a valorização dos imóveis em São Paulo é uma questão de boom. Outros defendem que o termo certo é bolha. Embora não haja consenso para explicar o fenômeno, o certo é que os preços vem trilhando uma inquestionável trajetória de alta. Segundo o índice FipeZap, uma parceria entre a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e o site Zap Imóveis, o valor do metro quadrado subiu 79% nos últimos três anos.
O diretor de marketing do Zap Eduardo Schaeffer reconhece que o percentual é significativo. Mas refuta que o movimento guarde semelhanças com a escalada que precedeu a crise nos Estados Unidos. "Até o início de 2008, o valor do metro quadrado em São Paulo não condizia com a importância da cidade, ficando muito abaixo de lugares como Rio de Janeiro e Cidade do México", diz.
Schaeffer explica que ainda que o afrouxamento no crédito imobiliário tenha impulsionado a entrada de novas pessoas no mercado imobiliário - aumentando a demanda e, por consequência, os preços – o percentual de imóveis financiados é baixo em relação ao PIB. A crença, portanto, é que ainda dá para crescer de maneira sustentável.
Confira, a seguir, o preço do metro quadrado nos bairros mais caros de São Paulo
Jardim Paulistano
Comportando um importante centro financeiro da cidade, o Jardim Paulistano é predominantemente ocupado por famílias de classe alta. Perto das famosas avenidas Paulista e Faria Lima, edifícios comerciais e residenciais galgam degraus cada vez mais altos na escalada imobiliária. Além do Shopping Iguatemi, sedes de corporações como Telefonica e Bank of America também localizam-se na região. Quem decide morar por ali, paga em média 12.578 reais pelo metro quadrado. Entre os endereços mais valorizados estão as ruas Tucumã, Fréderic Chopin, Seridó e Franz Schubert.
Vila Nova Conceição
Localizado dentro do distrito de Moema - dono do mais alto IDH de São Paulo -, a Vila Nova Conceição combina imponentes prédios residenciais com uma boa porção de área verde. A proximidade com o parque Ibirapuera atraiu as construtoras a partir da década de 90. O resultado apareceu sob a forma de edifícios classe AAA, vendidos a cifras milionárias. Segundo o índice da FipeZap, o valor médio do metro quadrado na região é de 7.397 reais. Especialistas ressalvam, contudo, que em lugares como a praça Pereira Coutinho esse preço já supera os 20.000 reais
Itaim-Bibi
No passado, a região sofria com a inundação do rio Pinheiros. Usados para lazer dos ricos proprietários, os grandes terrenos foram então divididos em lotes pequenos, que passaram às mãos dos imigrantes italianos. O perfil imobiliário foi mudando pouco a pouco, mas as cheias do rio, não. A virada aconteceu nos anos 90, depois que investimentos públicos contiveram as inundações e colocaram a região na mira das construtoras. Com ruas ultravalorizadas, como a Fernandes de Abreu, e um parque inaugurado em 2008, a média do metro quadrado na Chácara Itaim já bate em 13.000 reais.
Texto Exame.com
Assinar:
Postagens (Atom)