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Família Klein amplia atuação no setor imobiliário

Capital Brasileiro nasce com uma carteira imobiliária com valor patrimonial de R$ 2,4 bi

São Paulo - Criada recentemente pela Família Klein, fundadora da Casas Bahia, a holding Capital Brasileiro de Empreendimentos e Participações (CBEP) nasce com uma carteira de imóveis cujo valor patrimonial é por volta de R$ 2,4 bilhões. A nova holding tem na área imobiliária o seu principal foco, além de reunir a Habile – empresa da área de segurança, e os negócios da Casas Bahia que não fizeram parte do acordo de fusão com o Grupo Pão de Açúcar, em 2010. No setor imobiliário, a Capital Brasileiro atuará no segmento de galpões industriais.

Conforme declarou Michael Klein ao Jornal Valor Econômico, já está sendo ampliada a carteira de imóveis da empresa – que tem apoio de R$ 1 bilhão para novos investimentos. "Estamos comprando terrenos de até meio milhão de metros quadrados, construindo espaços e alugando para terceiros. A ideia é estar nas regiões mais estratégicas do país, com espaços nos polos logísticos em fase de crescimento”, declarou Michel Klein.

A carteira soma terrenos e prédios nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, incluídos na carteira imobiliária dos Klein em 2011, com investimentos da ordem de R$ 360 milhões. Deste montante, R$ 150 milhões foram destinados à compra de uma área com 500 mil m² e à construção de um centro de distribuição com 140 mil m², em Arujá, SP. Também em 2011, foi adquirido um terreno em Betim, e outros negócios do gênero estão engatilhados em Brasília, no Ceará e em Pernambuco.

Em grande parte os empreendimentos logísticos construídos e a construir pela Família Klein, através da Capital Brasileiro, são destinados ao aluguel para a Globex e a Extra-Eletro – empresas que fazem parte da fusão entre Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar.

Fonte: Exame.com

Drama do Carreçucar promete ir até agosto

Bruno Cirillo


São paulo - Dia 2 de agosto será a primeira etapa da novela sobre o destino do Grupo Pão de Açúcar (GPA) de se unir, ou não, ao Carrefour. Serão 25 capítulos, ou dias, até a realização da assembléia de acionistas, que terá os sócios Abílio Diniz e Jean-Charles Naouri - até o momento em lados opostos no negócio. Ambos trocam farpas sobre a condução da fusão. À imprensa francesa, Diniz disse que havia avisado o presidente do Casino sobre o plano de fusão com o Carrefour, em dezembro. Naouri, porém, afirma que desde 2009 sofre pressões do empresário brasileiro para alterar cláusulas do contrato firmado em 2005, segundo o qual os franceses podem controlar a rede de supermercados a partir de 2012.

"Não acho que Jean-Charles será contrário a este projeto", opinou Diniz. Já Naouri considera a proposta uma "expropriação", e diz que só falará com o brasileiro na assembléia da Wilkes (controladora do GPA).