Empresa criada por Edmundo Rossi, um dos fundadores da incorporadora, para atuar no mercado de imóveis se associa a executivos de shoppings e entra na disputa nesse setor; primeiro empreendimento será na cidade gaúcha de Rio Grande. O boom da indústria de shopping centers no Brasil tem impulsionado o surgimento de novas empresas no setor.
Em gestação desde o ano passado, o mais novo grupo do setor se apresentou ao mercado na semana passada, ao anunciar a construção de seu primeiro empreendimento na cidade portuária de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Uma de suas vantagens competitivas está no sobrenome. A 5R Shoppings Centers tem entre os sócios a família Rossi, controladora de uma das maiores incorporadoras do País. A 5R foi criada em 2009, quando a Rossi decidiu profissionalizar a gestão e afastar os familiares do dia a dia. Edmundo Rossi Cuppoloni, um dos sócios fundadores da incorporadora, criou a nova empresa com os três filhos para investir em imóveis geradores de renda, como escritórios e galpões logísticos.
Agora, quer entrar também na onda dos shoppings. “É um negócio que faz todo o sentido pra gente, porque incorporar e desenvolver projetos está no nosso DNA”, diz Paulo César Rossi Cuppoloni, filho de Edmundo e presidente do family office. O conhecimento que faltava para investir em shoppings os Rossi conseguiram se associando a executivos veteranos nesse mercado. Carlos Felipe Fulcher trabalhou por dez anos na Sonae Sierra, onde atuou como diretor geral do grupo na Grécia e participou do desenvolvimento de shoppings na Europa. Cesar Garbin, diretor de operações da multinacional no Brasil por 13 anos, deixou a Sonae na semana passada. O outro sócio é Felipe Rodrigues, herdeiro da família controladora do shopping Frei Caneca. Para atuar no setor, eles criaram uma joint venture com a holding 5R.
“Chegamos discretamente, com a meta de ficar até o fim deste ano entre os principais players do mercado”, disse Fulcher, presidente da joint venture. A empresa pretende desenvolver projetos em todo o País, em cidades médias e capitais. Em Rio Grande – município hoje com 197 mil habitantes -, a empresa prevê investimentos de R$ 120 milhões para a construção do shopping. “Já temos licença para iniciar as obras e pretendemos entregar o empreendimento em 2013″, diz o executivo. O primeiro grande centro comercial da cidade será construído no terreno do antigo Jockey Club, comprado pela empresa num leilão. Na área de 190 mil metros quadrados, também estão previstas, numa segunda etapa, a construção de torres comerciais e hotéis. Ao todo, a previsão de VGV (sigla para volume geral de vendas) do empreendimento é de R$ 1,1 bilhão.
O projeto é ambicioso mas não é o único do gênero na cidade. Recentemente, um consórcio formado pela Iochpe-Maxion, fabricante de autopeças, Cipasa, do fundo de private equity Prosperitas, e Partage, dos sócios do laboratório Aché, também anunciou um megaempreendimento em Rio Grande, que inclui shopping, hotel e um condomínio residencial. O projeto, no entanto, ainda não tem autorização da prefeitura para ser levado adiante, segundo informou o secretário de planejamento, Paulo Renato Cuchiara.
A disputa não é exclusividade do município mais antigo do Rio Grande do Sul. Dezenas de cidades médias no País estão sendo assediadas por empresas de shoppings. “Temos várias localidades com dois ou três interessados, mas é sabido que essas cidades só abrigam um empreendimento”, diz o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva. Além do terreno em Rio Grande, a 5R tem ainda outras duas áreas na carteira, ambas em Minas Gerais. “Ao iniciarmos as obras nessas cidades até o fim do ano, teremos o mesmo número de empreendimentos em desenvolvimento de grandes competidores do setor, como Sonae e BR Malls”, afirma Cesar Garbin, que iniciou a carreira no Iguatemi.
Mostrando postagens com marcador Rossi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rossi. Mostrar todas as postagens
De uma ruína industrial a ousado empreendimento
A Cerâmica São Caetano foi mais uma entre as várias fábricas do ABC desativadas nas últimas décadas e engolidas pela cidade. Esqueleto de empresas que faliram ou simplesmente trocaram de endereço, tornaram-se enormes e valiosos vazios que conviveram - e ainda convivem - com o cenário urbano e, aos poucos, mudam completamente a cara da cidade.
Fundada em 1913, a Cerâmica São Caetano ficou famosa pelos ladrilhos, telhas e tijolos refratários produzidos ali. O Bairro Cerâmica, no entorno da então fábrica, desenvolveu-se ao longo do século passado em função da empresa - que foi desativada em 2003, sob comando da Magnesita. Foi quando os moradores começaram a questionar o futuro do respeitável espaço de 360 mil m2.
"São Caetano sofreu com a desindustrialização e faltavam espaços para empresas de tecnologia", afirma Aparecido Viana, corretor de imóveis que atua há 47 anos na região. "Aquele espaço estava lá, precisava de um projeto arrojado."
Viana conseguiu exclusividade de venda da área em 1997 e logo em seguida Magnesita e Sobloco - empresa que planeja, realiza e administra grandes bairros, como a Riviera de São Lourenço e Parque Faber, em São Carlos - fecharam parceria para conceber o novo projeto. Cada um detém participação de 50% no negócio.
Até o momento, a Sobloco já investiu R$ 25 milhões no empreendimento. "É o maior projeto de revitalização urbana do país", afirma Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Sobloco.
Da entrada do projeto até a aprovação foram 10 anos. A Sobloco teve de fazer três alterações importantes. Uma delas foi o plano de obras e sistema de galerias pluviais. As enchentes no entorno do terreno sempre foram um problema grave da região. Segundo a Sobloco, as obras incluíram a construção de uma galeria e piscinões capazes de absorver 235 mil m3, em convênio com o governo do Estado. A segunda foi o prolongamento de uma avenida e duplicação de outras duas, incluindo a ligação de uma delas (Guido Aliberti) com a Avenida do Estado. A terceira alteração consistiu na execução de quatro novas linhas de transmissão de alta tensão, cada uma com 1,1 km de extensão, por conta da remoção da antiga linha de energia que passava pelo meio do terreno.
Depois da doação de uma parte do terreno para vias e dois parques públicos, o espaço útil para empreendimentos ficou com 300 mil m2- 70% será destinado a comércio e serviços e 30% para residencial. O shopping da Multiplan ocupará quase 20% do terreno, mas a empresa também adquiriu quatro torres comerciais, onde,http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5943155894016587232 a princípio, deve construir salas comerciais. A empresa pagou R$ 81 milhões pelo terreno.
O empreendimento está em fase de licitação de cerca de 15 mil m2de prédios comerciais. "Tivemos mais de 50 interessados", diz Viana. Terá ainda uma Cobasi, um Hospital São Luis e uma concessionária de veículos. A área residencial foi a primeira a ser licitada e ficou com consórcio entre Lindenberg, PDGe Rossi, que pagaram, conforme comunicado em abril de 2008, cerca de R$ 90 milhões. (DD)
Fonte: Valor Econômico
Fundada em 1913, a Cerâmica São Caetano ficou famosa pelos ladrilhos, telhas e tijolos refratários produzidos ali. O Bairro Cerâmica, no entorno da então fábrica, desenvolveu-se ao longo do século passado em função da empresa - que foi desativada em 2003, sob comando da Magnesita. Foi quando os moradores começaram a questionar o futuro do respeitável espaço de 360 mil m2.
"São Caetano sofreu com a desindustrialização e faltavam espaços para empresas de tecnologia", afirma Aparecido Viana, corretor de imóveis que atua há 47 anos na região. "Aquele espaço estava lá, precisava de um projeto arrojado."
Viana conseguiu exclusividade de venda da área em 1997 e logo em seguida Magnesita e Sobloco - empresa que planeja, realiza e administra grandes bairros, como a Riviera de São Lourenço e Parque Faber, em São Carlos - fecharam parceria para conceber o novo projeto. Cada um detém participação de 50% no negócio.
Até o momento, a Sobloco já investiu R$ 25 milhões no empreendimento. "É o maior projeto de revitalização urbana do país", afirma Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Sobloco.
Da entrada do projeto até a aprovação foram 10 anos. A Sobloco teve de fazer três alterações importantes. Uma delas foi o plano de obras e sistema de galerias pluviais. As enchentes no entorno do terreno sempre foram um problema grave da região. Segundo a Sobloco, as obras incluíram a construção de uma galeria e piscinões capazes de absorver 235 mil m3, em convênio com o governo do Estado. A segunda foi o prolongamento de uma avenida e duplicação de outras duas, incluindo a ligação de uma delas (Guido Aliberti) com a Avenida do Estado. A terceira alteração consistiu na execução de quatro novas linhas de transmissão de alta tensão, cada uma com 1,1 km de extensão, por conta da remoção da antiga linha de energia que passava pelo meio do terreno.
Depois da doação de uma parte do terreno para vias e dois parques públicos, o espaço útil para empreendimentos ficou com 300 mil m2- 70% será destinado a comércio e serviços e 30% para residencial. O shopping da Multiplan ocupará quase 20% do terreno, mas a empresa também adquiriu quatro torres comerciais, onde,http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5943155894016587232 a princípio, deve construir salas comerciais. A empresa pagou R$ 81 milhões pelo terreno.
O empreendimento está em fase de licitação de cerca de 15 mil m2de prédios comerciais. "Tivemos mais de 50 interessados", diz Viana. Terá ainda uma Cobasi, um Hospital São Luis e uma concessionária de veículos. A área residencial foi a primeira a ser licitada e ficou com consórcio entre Lindenberg, PDGe Rossi, que pagaram, conforme comunicado em abril de 2008, cerca de R$ 90 milhões. (DD)
Fonte: Valor Econômico
Flat na Baixada
O Globo
01.10.2010
A Rossi lança este mês empreendimento residencial com serviços no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com valor geral de vendas de R$ 40 milhões, o Rossi Diamond Flat terá 23 lojas e 179 apartamentos em uma torre de 15 andares. As unidades terão preços a partir de R$ 125 mil.
01.10.2010
A Rossi lança este mês empreendimento residencial com serviços no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com valor geral de vendas de R$ 40 milhões, o Rossi Diamond Flat terá 23 lojas e 179 apartamentos em uma torre de 15 andares. As unidades terão preços a partir de R$ 125 mil.
Assinar:
Postagens (Atom)