Dólar reflete nervosismo com cenário econômico e vai a R$ 2,63


O dólar finalmente deixou para trás a máxima intradia desde dezembro de 2008 e alcançou um patamar não visto em quase uma década. A moeda americana subiu a R$ 2,6290, máxima desde abril de 2005, em meio a alertas da agência de classificação de risco S&P sobre os desafios impostos à economia brasileira, em um momento em que investidores seguem bastante nervosos com dúvidas sobre o rumo da política macroeconômica.

Em evento em São Paulo, a presidente da agência para o Cone Sul, Regina Nunes, afirmou que o Brasil foi “incapaz” de manter a estabilidade da relação dívida/PIB, que voltou a crescer. Regina disse ainda que a dívida brasilei ra tem um perfil mais de curto prazo, com preços mais altos que seus pares. A presidente da S&P na região destacou que o país precisa melhorar produtividade e investimento, bem como as correlações com o mercado externo e que os gargalos envolvem baixa poupança e alta carga tributária.

A executiva afirmou ainda que o Brasil vai puxar para baixo o crescimento da América Latina, que neste ano será inferior a 3%. Regina, contudo, lembrou que a perspectiva estável para o “rating” soberano do Brasil indica que a expectativa é que a nota fique onde está. Em março, a S&P cortou a nota do Brasil para “BBB-“, menor nível dentro do grau de investimento. O rating do Brasil se tornou uma preocupação aos investidores, e outras agências já emitiram alertas a respeito. O temor é que a perda do grau de investimento provoque uma fuga de capital que complique ainda mais o já nebuloso cenário para a economia.

Às 11h10m, o dólar comercial subia 1,34%, a R$ 2,6262. Na máxima, a cotação alcançou R$ 2,6290, maior patamar intradia desde 5 de abril de 2005 (R$ 2,6330). No mercado futuro, o dólar para dezembro avançava 1,35%, a R$ 2,6360, indo a R$ 2,6395 na máxima. Nas nove sessões de novembro, o dólar fechou em queda em apenas uma (no dia 10). No acumulado do mês, a moeda sobe 4,63%.

Autor: Valor Econômico 

Qual o melhor lugar para se viver?

Uma coisa é certa: Dinheiro não traz felicidade, mas o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) sim.



A ONU - Organizações das Nações Unidas - avalia a qualidade de vida em vários países. A análise, medida pelo IDH, leva em conta três dimensões: saúde, educação e economia. Sob essas três dimensões, a ONU analisa a expectativa de vida no nascimento, o tempo que uma pessoa passa na escola e o padrão de vida a partir do Produto Interno Bruto (PIB) per capita.
Com com base nestes resultados que O IDH é calculado. E o resultado, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país.

Um dos objetivos da análise, explica a entidade, é o de mostrar que crescimento econômico, por si só, não é um retrato fiel do desenvolvimento de um lugar. O Qatar, por exemplo, que é 31º mais desenvolvido, conta com PIB per capita de 119 mil dólares, mas a população fica apenas 9 anos na escola. Já a Noruega (1ª da lista) tem PIB per capita de 64 mil dólares, mas os noruegueses passam, em média, 12,6 anos na escola.

 Nesta lista, são considerados apenas os locais classificados pela ONU como desenvolvimento "muito alto”. Infelizmente o  Brasil ainda não é parte deste grupo, mas foi incluído para fins de comparação.

Confira nas imagens e na listagem

1º Noruega

IDH: 0,944
Expectativa de vida no nascimento: 81,5 anos
Anos de escolaridade: 12,6
Expectativa de anos de escolaridade: 17,6
PIB per capita: 63.909 dólares




2014: O ano da mobilidade


Os bairros que mais receberam novos empreendimentos têm em comum o fácil acesso ao transporte público, como estações de Metrô e a realização de novas obras de mobilidade. Segundo Mauro Bertaglia, CEO do portal imobiliário 123i, essas características, em conjunto com o potencial construtivo de cada bairro, despertaram o interesse das construtoras nessas regiões. Os bairros de Saúde, Morumbi e Santana lideram o ranking de lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo em 2014, segundo levantamento do 123i. O bairro da Saúde abriga duas estações de Metrô e o Morumbi terá o transporte público reforçado, com inauguração de novas estações de Metrô e trem. "E é essa expectativa na redução dos problemas de mobilidade dos bairros" que atrai incorporadores e clientes, aquecendo o mercado, diz Bertaglia.

O levantamento incluiu lançamentos entregues na cidade desde o início do ano. Os novos empreendimentos foram projetados entre 2009 e 2010 e começaram a ser construídos em 2011. Bertaglia diz que a maioria desses novos imóveis já foi comercializada, mas estima que 25% das unidades voltem ao mercado, pois muitos compradores desejam auferir a renda. "Nos bairros com mais mobilidade urbana, a tendência dos preços é subir, ainda, acima da inflação. Nos demais bairros, a tendência é de estabilidade, ou até redução de preços", concluí o CEO.

Veja a seguir o ranking dos bairros, por número de lançamentos em 2014: