INCC-DI. INCC-M, INCC-10 Você sabe a diferença?

 

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mede mensalmente a variação dos custos de materiais, serviços e mão de obra na construção civil brasileira. 

Como todos sabem, esse índice é amplamente utilizado para reajustes de contratos imobiliários,  financiamentos habitacionais e diversos tipos de contratos relacionados com o setor. 

Talvez o que você ainda não saiba, é que a Fundação Getulio Vargas - FGV calcula esse índice em diferentes datas (dias) dos meses, compondo uma cesta de resultados. 

Essas medições entre diferentes períodos dentre dos meses, chamadas de variações sazonais de comportamento dos insumos e preços, da construção civil, compõe uma cesta de medições, resultando em 03 índices de INCC, DI, M e 10.

Tipos de INCC

1. INCC-M (Mercado)

  • Período de coleta: Do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência.
  • Utilização: Amplamente adotado por construtoras e incorporadoras para reajustar contratos de obras e financiamentos imobiliários.
  • Composição: Representa 10% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). 

2. INCC-DI (Disponibilidade Interna)

  • Período de coleta: Do primeiro ao último dia do mês de referência.
  • Utilização: Frequentemente utilizado por instituições financeiras para atualizar valores de contratos e financiamentos.
  • Composição: Corresponde a 10% do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). 

3. INCC-10

  • Período de coleta: Do dia 11 do mês anterior ao dia 10 do mês de referência.
  • Utilização: Embora menos comum, é utilizado em alguns contratos imobiliários para ajustes específicos.
  • Composição: Integra 10% do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10).

Outorga Onerosa

A Outorga Onerosa é um instrumento instituído pelo Estatuto das Cidades (lei federal 10.257/01), pelo qual as Prefeituras municipais concedem ao proprietário do imóvel o direito de construir além do potencial construtivo básico, mediante o pagamento de uma contrapartida financeira.

A cidade de São Paulo trouxe a previsão desse instrumento em seu primeiro Plano Diretor Estratégico promulgado em 2002 pela lei municipal 13.430, impondo duas limitações à sua concessão: (i) o proprietário poderia comprar a outorga onerosa até o limite máximo do potencial construtivo definido para a zona de uso do imóvel, e (ii) deveria observar a disponibilidade no Estoque de Potencial Construtivo Adicional (art. 212 da lei 13.430/02).

O potencial construtivo máximo de um imóvel é definido pelo Coeficiente de Aproveitamento determinado para cada zona de uso. Assim, o proprietário do imóvel poderia edificar a área correspondente ao Coeficiente de Aproveitamento Básico - CAb sem qualquer contrapartida financeira, ou edificar o equivalente ao Coeficiente de Aproveitamento Máximo - CAm, mediante o pagamento da contrapartida financeira (Outorga Onerosa) pela área que exceder o CAb, e desde que existisse Estoque de Potencial Construtivo Adicional disponível.

Com o advento do novo Plano Diretor (lei municipal 16.050/14) e da nova Lei de Zoneamento (lei municipal 16.402/16), a antiga lei 13.430/02 foi revogada e as regras de uso e ocupação do solo sofreram modificações significativas, inclusive na concessão da Outorga Onerosa. A principal alteração refere-se à extinção dos Estoques de Potencial Construtivo Adicional, de modo que todos os imóveis passaram a ter o direito de construir até o limite definido pelo CAm, mediante o pagamento da contrapartida financeira pela Outorga Onerosa. Vale dizer, dos limites à concessão da outorga onerosa previstos no antigo Plano Diretor e mencionados acima, o segundo (ii) não existe mais.

Diante dessa situação surgiram novas questões práticas que ainda não foram revistas pela Prefeitura de São Paulo como, por exemplo, a possibilidade de conceder Outorga Onerosa em processos de Regularização de edificação.

Na legislação anterior, vigente até 2016, valia a regra de que não era possível a aplicação da Outorga Onerosa nos pedidos de regularização, vez que o art. 210 da lei 13.430/02 exigia que a matéria fosse regulada por meio de lei específica, a qual nunca chegou a ser promulgada. Isto é, não era possível regularizar uma edificação já existente com a compra da Outorga Onerosa, pois isso consistiria em "furar a fila" na utilização do Estoque disponível, que é limitado.

Nesse sentido foi o posicionamento da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos, que emitiu os Pareceres 2.227/13 – PGM/AJC e 4.121/SNJ-G/2013, baseados também nas disposições do decreto 44.703/04 e Portaria 09/SMSP/Gab/07, que regulam a concessão de Outorga Onerosa em processos de Alvará de Aprovação e Execução de Obras.

A nova Lei de Zoneamento e o novo Plano Diretor não replicaram o disposto no art. 210 da lei 13.430/02, abolindo o Estoque de Potencial Construtivo Adicional, de forma que é evidente que se pretende aplicar a Outorga Onerosa a todo e qualquer processo, inclusive aos pedidos de regularização.

Também não se verifica nas atuais normas qualquer prejuízo em se conceder a Outorga Onerosa em processos de regularização, vez que todo e qualquer imóvel pode requerer a sua concessão. Vale dizer, nas regras revogadas existia o Estoque de Potencial Construtivo Adicional o qual, uma vez esgotado, impedia que os demais imóveis do mesmo distrito atingissem o CAm. Ou seja, a utilização de Potencial Construtivo Adicional por um imóvel, necessariamente, implicaria no impedimento de outros em utilizar o mesmo benefício.

Nas regras atuais, quando um imóvel utiliza o Potencial Construtivo Adicional não impede que outros imóveis se utilizem do mesmo benefício. Ou seja, o Potencial Construtivo Adicional de cada imóvel é restrito ao imóvel e fica disponível até que o proprietário decida utilizá-lo um dia, ou até que legislação superveniente cancele o benefício.

Não obstante, deve-se observar que o decreto municipal 44.703/04, que regulava os arts. 209 a 216 da revogada lei 13.430/02 regulamentando a Outorga Onerosa, não pode ser impeditivo para a utilização desse instrumento na regularização de edificações pelo simples fato de não fazer previsão expressa a esse respeito. Embora o decreto não tenha sido expressamente revogado pelo Poder Executivo, todas as suas disposições que contrariam a nova lei, inquestionavelmente, ficam automaticamente revogadas, vez que a função do decreto é regulamentar a lei, não podendo criar ou limitar os direitos e obrigações nela previstos. O mesmo se aplica às portarias e qualquer ato normativo infra legal que discorra de forma contrária à lei. Nesse sentido, é bom lembrar que, ainda que não revogado, o decreto deve ser interpretado de acordo com a nova lei.

Assim sendo, verifica-se que na nova Lei de Zoneamento é assegurado a todos os imóveis a utilização do Potencial Construtivo Adicional mediante a concessão de Outorga Onerosa, sendo os requisitos para a sua concessão: (i) o pagamento da contrapartida financeira, independendo o procedimento adotado para se requerer tal concessão, (ii) o limite imposto pela zona de uso correspondente ao CAm.

Portanto, as edificações irregulares que não ultrapassem o CAm podem ser regularizadas mediante a concessão de Outorga Onerosa.

________________________________________________________________________________
Fonte: Migalhas
Autores
*Fernando Escudero é advogado do escritório Escudero & Ziebarth Advogados.
*Marco Antonio Ziebarth é advogado do escritório Escudero & Ziebarth Advogados.

O peso (no bolso) das vagas de garagem

 

O preço de uma vaga na garagem pesa no bolso do comprador de imóveis da cidade de São Paulo, segundo pesquisa feita pela Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).

De acordo com a pesquisa, até os anos de 1930, era praticamente zero a destinação de vagas de garagens nos edifícios da cidade. No entanto, com aumento expressivo no número de veículos com relação à população da capital paulista, os prédios começaram a apresentar uma proporção de 6,5% de área de vagas de garagem em relação à área total construída.

Essa proporção foi crescendo com o passar do anos. Em 1960, o índice era de 13%, em 1985, de 22,5%, e em 2001 atingiu seu patamar máximo, de 29,59%, estacionando em torno de 25% entre os anos de 2002 e 2010.

Para se ter uma idéia da medida, um apartamento de 60 m², com uma vaga pequena (2,4mts x 4,8mts) tem uma relação de 19,2% da área do apartamento destinada a uma vaga de garagem!

Apartamento sem garagens

Se tomarmos por base o ano de 2010, foram lançados, naquele ano 1.374 edifícios sem garagens , o que representa apenas 3,7% do total ofertado no ano (37.000 apartamentos).

Fora o trânsito que um automóvel causa, o custo para quem adquire um apartamento com garagem é bastante alto.
Veja: vamos supor que um apartamento de 100 metros quadrados custe R$ 700 mil e tenha 02 vagas de garagem.  O comprador está pagando a área privativa, as áreas comuns e mais 22 metros, em média, para o automóvel. Cerca de um 1/4 da área total comprada é estacionamento. Nessa caso, as vagas representariam o equivalente a R$ 175.000,00, em termos de absolutos de valor.

Calculando a mesma proporção (m² x vagas de garagem) registrada entre os anos de 2006 à 2010, isso equivale a aproximadamente 600.000 metros quadrados de área destinada para automóveis somente na cidade de São Paulo, por ano. De fato, um dia faria a cidade ter 100% das vias literalmente paradas por excesso de automóveis.

O cenário porém indica uma queda acentuada desta relação no ano de 2020, quando os imóveis entregues a partir daquele ano, atenderão a uma outra regra do Plano Diretor da cidade de São Paulo.

A questão por aqui, infelizmente, é que o Plano Diretor, não distingue e nem faz nenhum filtro, sobre a capacidade da malha viária de cada região de São Paulo, fazendo com que em algumas áreas da cidade tenham uma super população de veículos e outras nenhuma.

Bons exemplos

Em cidades como São Francisco, Nova York e Londres, as áreas destinadas para os automóveis nas garagens dos edifícios é determinada por lei, porém de acordo com a infraestrutura viária e de transporte existente na região. Com isso, alguns edifícios têm muitas vagas e outros nenhuma.
Em São Paulo, mesmo com uma lei que regulamente o espaço, é raro encontrar um empreendimento sem garagem.
A solução estaria em uma revisão da lei, que atualmente determina limites mínimos e máximos em função da área do apartamento, para uma lei que limitasse as áreas e localidades onde devem ser construídas garagens.

Às vezes, por causa da lei, o empreendedor é obrigado a construir vagas em um local em que ele não precisaria fazê-las, como nas regiões próximas de estações de metrô. No exterior é comum modernos prédios comerciais sem vagas de garagem.

Medidas como essa ajudariam nas questões de trânsito da cidade.

Flatiron Building

A Flatiron Building foi construído entre 1901 e 1903
na intersecção da Broadway com a 5ªAvenida.


Naqueles tempos (e até hoje) estar perto do Madison Square, no final do Ladie´s Mile, um dos bairros mais importantes de Manhattan para compras na virada do século 19, era a receita certa para se tornar top of mind. Não o mais alto

Projetado por Daniel Burnham, de Chicago, como um arranha-céu com estrutura de aço revestido de terracota, o Flatiron, com 307 pés (93 metros), era um dos edifícios mais altos da cidade. Não foi - como é muitas vezes erradamente divulgado - o edifício mais alto do mundo ou mesmo o edifício mais alto de Nova Iorque. Esse título pertencia ao Edifício Park Row construído 4 anos antes, em 1899, com 119 metros de altura. Mas a forma singular e proeminente localização do Flatiron, logo fez dele um dos marcos mais famosos da cidade. O prédio é até hoje provavelmente o mais caracterizado em fotografias de cartões postais, do que qualquer outro edifício contemporâneo, ao ponto, de toda a área do entorno ser chamada de "Distrito do Flatiron" (Flatiron District)

Originalmente o Flatiron tinha um observatório no último andar, porém, outros mais altos logo assumiram essa função, como o famoso "Top of the Rock", no Rockefeller Center e o super famoso Empire State Building.

Batizado, apelidado e renomeado

O Flatiron foi erguido para ser a sede da empresa de construção Fuller. Inclusive o arranha-céu era para ser chamado Fuller Building. Porém devido a sua forma incomum, causada pela trama triangular, logo ganhou o apelido de "Flatiron", porque lembrava a forma triangular de um ferro de passar roupa. Na realidade o Flatiron é um triângulo retângulo, enquanto que um ferro de roupa é um triângulo isósceles, mas vamos deixar essa polêmica de lado, porque o fato é que o nome pegou oficialmente.

Diz a lenda que a Fuller Company então, entristecida com o fato de não ter uma sede com o seu nome, em 1929, construiu um outro Edifício em estilo Art Deco e, aí sim, o batizou com o sobrenome do seu fundador, Fuller Building.

Mas isso é uma outra história, que você pode ler aqui

Casa Sustentável - Casa Cor São Paulo



Projeto da casa sutentável: Arquiteta Mariana Crego 
Crédito vídeo: Casa Cor 2017 

Quem atua no mercado imobiliário já há algum tempo percebe claramente que a escolha da moradia obedece a um padrão de comportamento ligado ao desenvolvimento da sociedade. Não estamos nos referindo aqui as questões econômicas, mas sim aos padrões de comportamento frente ao desenvolvimento dessa sociedade.

A questão de segurança foi decisiva para que cidades como São Paulo tivessem um adensamento de prédios e de grandes condomínios e que nas últimas três décadas, fizeram o paulistano mudar de casa para apartamento. Não é preciso ir muito longe para constatar que a maioria de nossos avós residiam em casas e nossos pais (nascidos nessas casas) mudaram-se para apartamentos, que a vida moderna julgou mais seguro.

Já na primeira década do século 21, o fluxo foi outro: a logística! Hoje mais do que nunca, as novas famílias procuram bairros mistos, com usos residenciais, comerciais e de serviços para fixar sua residência, tentando assim, evitar o enorme desperdício de tempo que se tem, com a falta de opções de transporte e o pesado trânsito, mesmo nas curtas distâncias.

Mas e o que esta por vir?

A terceira onda que está por vir e que em nossa opinião será um dos maiores fluxos migratórios do mundo é a questão ecológica.

O foco das gerações futuras é a economia verde. Cada vez mais a sustentabilidade de determinado lugar ou marca, tem comandado as opções de escolha entre os produtos e as atividades. A análise da qualidade de um investimento imobiliário também deverá levar em conta o quanto determinado produto contribuirá com o meio-ambiente, com menos impacto e sustentabilidade para preservá-lo.

Um dos maiores problemas da humanidade atual e o desafio das gerações futuras é a escassez de energia limpa e o destino do lixo urbano. Vários arquitetos, construtores e pessoas ligadas ao mercado imobiliário buscam soluções para essa nova realidade. Em São Paulo (¹) já existem projetos do que será esse novo mercado. Incorporadores e empresas da industria da construção civil já adotam o conceito de Green Building, onde materiais aplicados na obra e projetos de arquitetura sejam ecologicamente corretos.

Porém o foco desses projetos ainda é, na maioria das vezes, econômico. Em produtos de base imobiliária, geradores de renda, o conceito Green Building é aplicado visando otimização de capital, com redução do futuro custo de manutenção do empreendimento, vis-à-vis com a melhora nas taxas de remuneração do capital dos investidores, ao longo do ciclo operacional.

Com a tecnologia disponível no momento é possível utilizar parte do conceito de Green Building para Green Home e imaginar como será a "casa do futuro", pensando não apenas na otimização de capital, mas também e principalmente no conceito de sustentabilidade.

Esses novos produtos, se produzidos em larga escala, terão profundo impacto na redução de perda de materiais (ainda hoje muito comum na construção civil)  os quais serão, na sua maioria produzidos pelo reaproveitamento de resíduos. Já existe tecnologia para desenvolvimento de tijolos ecológicos, ou renováveis, madeiras de reflorestamento e uma infinidade de materiais ecologicamente corretos.

A casa do futuro deverá ter equipamentos de alta eficiência energética, como ventilação natural cruzada em todos os ambientes, além do uso de energia renovável, como painéis solares.

Os efluentes também serão reaproveitados, inclusive as águas da chuva. Outro item de extrema importância será o paisagismo com vegetação nativa que proporcionará a diminuição de insolação indesejável, como os telhados ecológicos.

Nessa nova era, "a casa inteligente" poderá produzir sua própria energia e em caso de férias, em um sistema híbrido, "ela" venderia essa energia para as empresas de geração.

Com a casa do futuro, a moradia poderá ser verde e renovável.

(¹) No Brasil, somente 1% das construções de médio e alto padrão têm selo de sustentabilidade. Nos EUA e na Europa, isso representa cerca de 15% do mercado imobiliário.

Distressed investments ou greenfield

O mercado imobiliário começou 2018 ainda em clima de fim de festa por causa dos estoques altos e das dificuldades de fechar negócios tanto no segmento residencial quanto no comercial. No entanto, para uma parte dos investidores, a festa está só começando.

Estrangeiros especializados no mercado imobiliário e gestoras de fundos de private equity, estão aproveitando o momento de baixa para arrematar levas de empreendimentos com descontos na ordem de 30% no caso de

O alvo são ativos de incorporadoras com necessidade urgente de caixa para honrar seus vencimentos. Outro foco são empresas de construção em busca de capital de giro para novos projetos, uma vez que os financiamentos bancários ficaram mais caros e restritos.

O dinheiro para os fundos vem de estrangeiros, já habituados a identificar bons negócios em momentos de mercados em desaquecimento. Lá fora, essa estratégia ganhou o nome de "distressed investment", ou investimento em dificuldade.

Nada mais é do que comprar na baixa pensando em vender na alta. Um dos investidores que mais fez dinheiro usando essa estratégia no mercado imobiliário foi o americano Sam Zell, que, por aqui, já foi acionista da Gafisa.

No Brasil, não tivemos bolha nem estamos numa quebradeira, mas vivemos nos  últimos anos a situação que mais se aproximou dela.

As vendas de moradias residenciais ainda não ganharam força. Mesmo assim, os aportes dos fundos miram projetos com riscos mitigados, como aqueles em andamento, com comercialização e obras avançadas. O objetivo é fugir de atrasos no licenciamento ou possíveis rejeições de compradores pelos bancos após o lançamento.

O gestora Hemisfério Sul Investimentos (HSI), acredita que há uma tendência de retorno dos estrangeiros ao mercado imobiliário brasileiro, inclusive pela valorização do dólar frente ao real. "Sem dúvida, o estrangeiro está olhando para o Brasil.", comentou um executivo da gestora. Muitos projetos foram lançados em São Paulo e Rio durante o período de euforia do mercado imobiliário, mas as obras ficaram prontas em um momento de desaquecimento da economia brasileira. O resultado são edifícios com espaços vagos e preços de locação em queda. Mesmo assim a gestora jpa mira em projetos greenfield. Os investimentos “greenfield” são aqueles que envolvem projetos incipientes, ainda no papel.

A recuperação do setor de lajes corporativas deve ocorrer só por volta de 2019/20 em São Paulo, após a retomada do crescimento da economia brasileira e absorção do estoque atual de empreendimentos. Já no Rio, isso tende a demorar mais, por conta da crise fiscal do Estado e ainda os efeitos do segmento de óleo e gás, o que deve ocorrer em 2021.

Alguns especialistas no segmento de produtos de base imobiliária, acreditam haver uma tendência de crescimento das aquisições ainda nesse ano, impulsionada também pelo ambiente de queda dos juros, que torna a taxa de capitalização das operações mais atrativa, principalmente através de um veículo pulverizado como FIIs - Fundos de Investimento Imobiliários.

Comerciais em baixa e galpões em alta


O mercado de escritórios comerciais vive um período de baixa, com previsão de se recuperar apenas entre 2018 e 2019.  A combinação de altos estoques e baixa demanda tem colocado esse segmento em perspectiva."O mercado vai piorar muito antes de melhorar", disse Máximo Lima, sócio-diretor da gestora Hemisfério Sul Investimentos (HSI).

De acordo com Roberto Patiño, diretor de transações da consultoria imobiliária JLL (Jones Lang LaSalle), o momento é de cautela. "Para cada 5 metros quadrados construídos, 1 metro quadrado está à espera de locatário", disse. O Estado de São Paulo é o principal mercado do País. As áreas mais nobres ficam na região das avenidas Faria Lima, Paulista e nos bairros do Itaim, Vila Olímpia e Berrini.

O estoque total é de aproximadamente 13,7 milhões de metros quadrados, com preço médio de locação de R$ 93 o metro quadrado. A taxa de vacância está em 22,5%. Segundo maior mercado do País, o Rio de Janeiro tem o aluguel mais caro por metro quadrado, em média de R$ 122 por mês. A taxa de vacância está em 22,1%. "Vejo uma recuperação desse mercado para os próximos três anos", disse Patiño. "Os projetos novos estão mais escassos e as empresas estão focadas em entregar os empreendimentos em andamento."

De acordo Lima, do fundo HSI, o preços dos ativos ainda está alto. Primeiro, segundo ele, caem os preços de aluguel, para depois se refletir no preço de venda desses imóveis. "Os preços para locação estão caindo nos últimos 18 meses, em torno de 30%", disse. Lima afirmou que o apetite dos fundos por esse tipo de empreendimento arrefeceu. "Aquisições nessa área serão pontuais."

Demanda na área logística

Na contramão do mercado imobiliário, há uma forte demanda no País por galpões logísticos, de acordo com a JLL. Há 28 milhões de metros quadrados construídos nesse segmento e há projetos para entrega de mais 15 milhões de metros quadrados até 2018. De acordo com Patiño, há grandes grupos com o foco nesse segmento

Nova alíquota do ITBI, de 3%, passa a vigorar a partir de abril deste ano


A elevação do ITBI deixa o tributo no patamar já praticado em outras capitais, como Porto Alegre e Salvador.

O ITBI é um imposto cobrado no momento da compra e venda do imóvel. O ITBI é calculado com base no valor dos bens ou direitos transmitidos, ou seja, o valor pelo qual o imóvel seria negociado em condições normais de mercado para compra e venda à vista. Sobre essa base de cálculo (o valor pelo qual o contribuinte declara que comprou um imóvel) é aplicada a alíquota. A Prefeitura define um valor mínimo para cada imóvel da cidade, que é o Valor Venal de Referência (VVR). Para evitar a evasão fiscal, caso um contribuinte declare um valor muito baixo de transação, o VVR passa a ser usado, neste caso, como base de cálculo para o imposto. Na grande maioria dos casos (em torno de 80%) utiliza-se o valor da transação declarado como base de cálculo do ITBI. Apenas quando o valor declarado é abaixo do valor mínimo definido para o imóvel o VVR é utilizado como base de cálculo do imposto.


Por ano, são registradas cerca de 150 mil transações de compra e venda imobiliária na cidade de São Paulo. A nova alíquota vale a partir de abril porque a mudança só é aplicada depois do período de 90 dias após a sanção.

O PL 538/2014 prevê ainda a mudança da alíquota do ITBI ( Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos) de 2% para 3% a partir de abril de 2015, adequando-a às alíquotas de ITBI praticadas por capitais comparáveis, como Salvador e Porto Alegre. Vale ressaltar que a alíquota de 3%, que passará a ser aplicada em cima destas transações a partir de abril de 2015, permanece abaixo, por exemplo, da alíquota do ITCMD (4%), cobrada pelo Estado sobre a transmissão de bens ou direitos em decorrência de Causa Mortis ou Doação.

Impactos no orçamento

Na arrecadação do ITBI, a mudança da alíquota para 3% a partir de abril deve gerar um acréscimo estimado em cerca de R$ 580 milhões para o ano de 2015. A receita desse imposto passaria então de R$ 1.5 bilhão para R$ 2 bilhões.

Movimento 90º - Jardins Verticais


O movimento 90 graus tem como objetivo promover a instalação de jardins verticais em edifícios de São Paulo, transformando a cidade aos poucos em um lugar mais agradável de se viver.

Entre os benefícios estão a regulação térmica e de umidade, o filtro da poluição atmosférica, a redução da poluição sonora e de problemas acústicos, sem falar na contribuição estética, bastante óbvia.

Inspirado em intervenções como as feitas nos edifícios Caixa Forum em Madrid e Museu do Quai Branly, em Paris, o projeto terá início com a instalação de um jardim vertical em uma empresa na Rua Augusta.

Confira abaixo alguns dos famosos endereços com jardins verticais





Veja quanto custam os 10 apartamentos mais caros de São Paulo


SÃO PAULO - O preço médio do metro quadrado da cidade de São Paulo é de R$ 8.243, segundo o Índice FipeZap de agosto deste ano. Porém, em alguns dos endereços mais exclusivos da cidade, esse valor pode quase quintuplicar.

Um estudo do site de informações imobiliárias 123i revelou os prédios residenciais mais caros de São Paulo. No topo da lista está o Edifício L'essence VNC, no bairro da Vila Nova Conceição, com apartamentos que valem aproximadamente R$ 23,115 milhões. Cada metro quadrado do apartamento de 753 m² custa R$ 30.697. A cobertura deste mesmo edifício custa R$ 42,33 milhões.

Os edifícios de altíssimo padrão estão concentrados num raio de 2,5 quilômetros, nos bairros mais caros da capital, como Jardim América, Jardim Paulistano, Itaim Bibi e Vila Nova Conceição.

O 123i estima o valor médio dos apartamento com base em outras unidades vendidas no condomínio ou de edifícios similares, além de compilar outros dados de imobiliárias. O site também é colaborativo, isso é, pessoas cadastradas também podem dar mais informações sobre os imóveis. O 123i atualiza estes dados diariamente.

Segundo o CEO do site imobiliário, Mauro Bertaglia, alguns dos fatores que explicam os preços exorbitantes destes imóveis são, principalmente, a localização e a exclusividade dos condomínios, como três elevadores sociais, pé direito mais alto e outras "comodidades".

Bertaglia considera que os valores dos apartamentos mais caros da cidade podem variar de acordo com o acabamento e andar de cada unidade. "Um apartamento no último andar de um edifício em frente ao parque, por exemplo, custa em média 20% mais que um apartamento no primeiro andar. O 123i mostra a média destes valores, não correspondendo, de fato, ao preço de cada unidade", acrescenta.

Veja abaixo os apartamentos mais caros de São Paulo, de acordo com a cotação do 123i:

1. Edifício L'essence VNC

Com 753 metros quadrados, cada apartamento do luxuoso edifício custa em torno de R$ 23.115.000. Localizado na rua João Lourenço, no bairro da Vila Nova Conceição e perto do Parque Ibirapuera, ele é considerado o edifício mais caro de São Paulo.
Valor do m²: R$ 30.697.

2. Edifício L'essence Jardins

Cada unidade deste condomínio localizado na Rua Haddock Lobo custa cerca de R$ 19 milhões, com 753 metros quadrados.
Valor do m²: R$ 25.232.

3. Edifício Clemont Ferrant

Cada apartamento de 654 metros quadrados do edifício custa aproximadamente R$ 18 milhões. Ele está localizado em frente à Praça Pereira Coutinho, no bairro Vila Nova Conceição.
Valor do m²: R$ 27.523.

4. Edifício Franz Schubert

O apartamento de 621 m² custa cerca de R$ 17,9 milhões. O edifício fica no bairro Jardim Paulistano.
Valor do m²: R$ 28,8 mil.

5. Edifício Parque Alfredo Volpi

Apartamentos de 827 metros quadrados, localizados em frente ao parque Alfredo Volpi, custam R$ 17,8 milhões.
Valor do m²: R$ 21,52 mil.

6. Edifício George Sands

Cada apartamento deste edifício tem 680 m² e custa aproximadamente R$ 17,2 milhões. O edifício luxuoso fica no bairro Jardim Paulistano.
Valor do m²: R$ 25.294.

7. Chateau Margaux

O edifício localizado em frente à Praça Pereira Coutinho (assim como o Clement Ferrant) tem apartamentos de 528 m² a 1.050 m², que custam em média, R$ 15,6 milhões.
Valor do m²: R$ 29.545.

8. Edifício Frederic Chopin

Cada apartamento deste edifício tem 585 m² e custa em média R$ 15,5 milhões. Ele está localizado no Jardim Europa.
Valor do m²: R$ 26.496.

9. Edifício Chateau Latour

Os apartamento de 666 m² custam R$ 15,1 milhões. O edifício está localizado na Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior, no Itaim Bibi.
Valor do m²: R$ 22.673.

10. Edifício Cala Di Volpe

Localizado perto do Parque Ibirapuera, o edifício tem apartamentos de 528 m² que custam cerca de R$ 15 milhões cada.
Valor do m²: R$ 28.409.

Sam Zell - Entrevista


Fonte: Exame

O megainvestidor americano Sam Zell, um dos maiores nomes do mercado imobiliário global, diz que não há uma bolha de imóveis no Brasil e que a hora de investir aqui é agora

Aos 73 anos, o investidor americano Sam Zell, maior especialista mundial em comprar e vender imóveis, passa mais de 200 dias por ano longe de seu escritório em Chicago. Ele recebeu EXAME na suíte de um hotel paulistano na manhã de uma terça-feira, apenas 1 hora depois de ter chegado dos Estados Unidos e a poucos dias de embarcar de novo. Recentemente, esteve em países que passam longe do radar de alguns dos principais investidores do mundo, como Líbia e Mongólia. 

Para Zell, essa curiosidade é essencial na hora de farejar boas oportunidades e, principalmente, para nadar contra a corrente. Ele é especialista em comprar empresas desprezadas pela concorrência e em pular fora na hora certa. Em 2007, às vésperas da crise americana, fechou o maior negócio da história do mercado imobiliário ao vender a empresa de imóveis comerciais Equity Office Properties por 39 bilhões de dólares. 

Foi assim também em seu maior investimento no Brasil, a construtora Gafisa — de onde saiu em 2012, meses antes de a empresa despencar na bolsa. Agora sua maior aposta é a empresa de armazenagem Guarde Aqui, que atua num mercado ainda pouco relevante no país. Enquanto os grandes fundos olham o Brasil com desconfiança, ele diz que essa é a hora certa de novos investimentos por aqui.

EXAME - Dois anos atrás, o senhor disse a EXAME que o Brasil viveria anos difíceis pela frente. E agora?

O Brasil de fato está passando por um período difícil. Mas eu acredito que as forças do país vão, afinal, prevalecer. O presidente Lula foi bem-sucedido porque combinou ações sociais com prudência econômica. A administração atual esqueceu a prudência. Isso fica claro com as políticas de nacionalização, como no setor de petróleo. Em vez de usar tecnologias conhecidas em todo o mundo, o país preferiu construir as próprias. Isso é imprudente de qualquer perspectiva. Com a escolha do novo ministro da Fazenda, há chance de uma volta à racionalidade.

EXAME - Então o senhor está otimista com os próximos anos do Brasil?

Sim. Vocês têm escala. São 200 milhões de pessoas. Isso cria oportunidades. Esta é uma sociedade muito "aspiracional". Nossa motivação original para investir aqui era a crença de que o movimento das classes mais baixas para a classe média e para a classe alta seria muito positivo para o Brasil. Claro que está muito mais difícil agora do que há cinco anos. Por outro lado, há cinco anos todos os meus concorrentes estavam aqui. Hoje, até onde eu sei, sou o único. Em nossa história, há uma correlação dieta entre sucesso e grau de competição. Com competição intensa, é muito difícil fazer bons negócios.

EXAME - A pergunta que todo mundo faz por aqui: o preço dos imóveis cairá?

Se tivesse de apostar, apostaria contra a queda de preços. No lado residencial pode ter havido um excesso de oferta em algumas regiões. Mas não houve excesso de oferta em escritórios, no varejo, em galpões. É diferente do que aconteceu nos Estados Unidos, onde tudo parou. Os bancos pararam. No Brasil, os bancos estão bem. E não acho que vocês tenham os instrumentos financeiros tóxicos que contribuíram para os problemas nos Estados Unidos.

EXAME - O senhor é conhecido por grandes investimentos. Mas hoje, no Brasil, tem investimentos pequenos na construtora paranaense Thá e na empresa de estocagem Guarde Aqui. Planeja grandes tacadas? 

Estamos prontos para fazer grandes ou pequenos investimentos de acordo com o tamanho das oportunidades. Não nos preocupamos com o tamanho do investimento, mas com o potencial de crescimento e com a possibilidade de fazer a diferença em determinado mercado.

A Guarde Aqui atende a classe média ascendente. Ela quer acumulai- coisas. E os apartamentos estão cada vez menores. Aqui já somos líderes de mercado, mas temos enormes oportunidades para crescer. Não vejo limites. No Grupo Thá, somos muito mais dependentes da saúde do mercado residencial.

EXAME - O Brasil ficou para trás na comparação com seus vizinhos?

A Colômbia e o Peru são as estrelas do continente agora. Quando viemos ao Brasil pela primeira vez, jamais teríamos investido na Colômbia. Agora temos grandes investimentos por lá. Se tivesse de escolher um país favorito no mundo, atualmente, seria a Colômbia. O Peru está no nosso radar. Provavelmente, o elefante na sala é a Argentina, que está uma bagunça total. Eles terão uma oportunidade com uma mudança de governo no ano que vem. A Argentina tem uma longa história de irresponsabilidade fiscal, que torna investir por lá muito desafiador.

EXAME - O senhor se preocupa com o ambiente político da região?

Claro. Olhe para o real, que foi de 1,75 para 2,60. E uma desvalorização muito grande. E obviamente vai trazer dificuldades para o país, vai criar inflação. Decisões políticas impactam diretamente nossos investimentos.

EXAME - Política é o fator mais importante na hora de o senhor decidir investir ou não em determinados mercados?

Começa com a política. Depois vem a economia. Mas, se a política não for razoável, a economia não importa. Aprendemos isso em países como a Venezuela. Outra questão importante é a demografia. No Japão e na maior parte da Europa, há menos pessoas em dezembro do que havia em janeiro. Como um investidor, o que faço é tentar determinar onde a demanda está e ver como eu conseguirei suprir essa demanda. Se a população estiver encolhendo, a demanda também estará. Então, eu prefiro investir no Brasil ou na índia, onde a população e a demanda vão crescer.

EXAME - Como o senhor estuda seus mercados potenciais?

Eu leio o tempo todo. E também viajo muito. Há algum tempo, comecei a ler sobre a Mongólia. Li que a Gucci estava abrindo uma loja em Ulan Bator, capital do país. Achei aquilo maluco. Peguei um avião e fui até lá. Não havia nada lá para eu fazer, mas é tudo parte do processo de aprendizagem. Você não pode ser um empreendedor de sucesso se não é um observador atento. Isso é fundamental para ver as coisas com simplicidade. Hoje, imóveis representam cerca de 30% de meus investimentos. Os outros 70% estão distribuídos em diversas áreas. Mas isso não traz complexidade. Não investimos em alta tecnologia, por exemplo, porque não conhecemos. Mas investimos muito em áreas como energia e logística, em que podemos fazer diferença.

EXAME - Como diferenciar uma boa oportunidade de um negócio com risco excessivo?

Minha análise começa não com quanto posso ganhar, mas com quanto posso perder no negócio. Dedico 80% da minha atenção a isso. Nos anos 90, por exemplo, fechei uma enorme compra na Califórnia. Nossa análise apontou que, se tudo desse errado, perderíamos 50 milhões de dólares. E de fato passamos por incêndios, terremotos e essas coisas que acontecem por lá. Perdemos justamente 50 milhões. Para mim, é um caso de sucesso.

Menor casa da Grã-Bretanha é vendida por mais de 1 milhão de reais

A menor casa da Grã-Bretanha, que mede menos da metade do tamanho de um vagão de trem, foi vendida por mais de 275 mil libras, o equivalente a 1.096 milhões de reais.

A propriedade de 17 metros quadrados, que está localizada em Islington, norte de Londres, tem cozinha conjugada à sala de estar, banheiro e um quarto no andar superior. Descrita por agentes imobiliários como 'única', a casa aconchegante - que tem a sua porta da frente debaixo da cama - foi colocada à venda no mês passado e agora foi vendida por essa "bagatela".

Segundo o Hamish Allan, da agência imobiliária Winlworth, mais de 220 mil pessoas se interessaram em comprar o pequeno imóvel. Atualmente, o Guinness Book reconhece uma outra propriedade de apenas 3 metros de altura e dois quartos, que fica em Conwy, País de Gales, como a menor da Grã-Bretanha.

O site do jornal britânico The Telegraph fez um tour pela casa, que você pode conferir no vídeo abaixo (em inglês):





Além dos vários atributos de charm etc, que determinaram o elevado preço por pé quadrado, o  "x" da questão está na localização, no repaginado bairro de Islington, que atualmente é o preferido dos modernosos descolados, com roupagem intimista. Clique abaixo para conhecer a vizinhança.

Photos credit to:  Tec Pateja | Photografher

Safra compra o famoso e polêmico Gherkin


O grupo Safra, controlado pela família do banqueiro brasileiro Joseph Safra, anunciou neste mês a compra do edifício 30 St Mary Axe, mais conhecido como "Gherkin" (pepino), um dos mais emblemáticos do bairro financeiro da City de Londres.

Os termos do acordo entre Safra e a empresa imobiliária Deloitte Real Estate não foram divulgado, mas o mercado estima que a transação tenha ultrapassado R$ 2,9 bilhões (£726 milhões).

O arranha-céu, projetado pelo arquiteto britânico Norman Foster, foi inaugurado em 2004 é possui 180 metros de altura, 41 andares e 47.000 m2 de escritórios. No roof terrace o espaço para eventos, com restaurante e bar, se tem uma privilegiada vista da City. "Em apenas dez anos, este edifício tornou-se um marco de Londres e se distingue de outros no mercado com excelente potencial de crescimento", indica Safra em um comunicado.



O "30 St Mary Axe” facilmente se destaca dentre os demais. Seu formato peculiar e sua altura despontam em meio à arquitetura clássica e conservadora, típica da capital inglesa. É o sétimo arranha-céu mais alto de Londres. Todos esses atributos já bastariam se não fosse por uma característica especial da edificação: ela ganhou, informalmente, o nome de Gherkin, que significa “pepino” em inglês. O motivo de tal apelido é bem nítido; ovalado e comprido, o prédio é tão exótico que chegou a ser criticado pela mídia inglesa antes do início de sua construção. Por sua semelhança, é constantemente comparado com a Torre Agbar, que fica em Barcelona, na Espanha.

O projeto arquitetônico do Gherkin (“Pepino”) foi elaborado por Norman Foster, renomado arquiteto inglês conhecido mundialmente por seu estilo ousado e visionário. Foster também foi incumbido de desenhar a Prefeitura de Londres, o Estádio de Wembley e a Ponte do Milênio (Millennium Bridge), fora os seus trabalhos na França, Espanha, China, Alemanha e Estados Unidos. Originalmente foi projetado para ser a sede da Swiss Reinsurance Company, mais conhecida por Swiss Re – uma das maiores companhias de seguros e resseguros do mundo, operante em mais de 30 países e ocupante atual de parte do edifício.

Construído entre 2001 e 2004, o “30 St Mary Axe”, apesar de criticado inicialmente, ganhou inúmeros prêmios na área, como o RIBA Stirling Prize, da Royal Institute of British Architects. Infelizmente, não é permitida a visitação do interior do edifício. Esse privilégio só é concedido aos curiosos uma vez ao ano, por meio de um projeto inglês denominado Open-City.

 O arranha-céu foi tão polêmico e prestigiado que sua construção acabou sendo retratada em um videodocumentário chamado Building the Gherkin (Construindo o Gherkin, em tradução literal). Dirigido e escrito por Mirjam von Arx, o filme foi lançado em 2005 e retrata a história da elaboração do projeto a partir de três pontos de vista distintos: o de John Coomber (CEO da Swiss Re), Peter Rees (planejador da cidade de Londres) e do próprio Norman Foster.

Briar Patch à venda

O empreendedor Chris Whittle acaba de colocar sua mansão de 4 hectares nos Hamptons, Nova York, à venda por US$ 140 milhões (cerca de R$ 354,4 milhões) – o que a torna a propriedade mais cara na região e, possivelmente, de toda a costa leste dos Estados Unidos.

“Briar Patch”, como é conhecida, fica em frente ao Georgica Pond, mais importante lago do East Hampton. Além de uma casa de hóspedes de quatro quartos, a propriedade conta com a mansão principal de 929 m².

Construída em 1931, o renomado arquiteto Peter Marino passou quase três anos a reformando. Curioso para conhecê-la? Que tal passar o próximo verão em uma casa de alto luxo, cercado por vizinhos poderosos como o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, Ralph Lauren, Steven Spielberg, entre outras celebridades jet set, que dão o ar da graça por lá.



A airbnb se tornou o “terror das redes de hotéis”

Não importa se você precisa de um apartamento ou um simples quarto por uma noite, um castelo por uma semana, uma paradisíaca ilha por alguns dias ou um condomínio por um mês. A airbnb conecta pessoas à experiências de viagem únicas e preços variados, em praticamente qualquer parte do planeta. O site se tornou um mercado comunitário confiável para pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações únicas ao redor do mundo seja através de um computador ou de um celular. 

A história 


A história começa em 2007 quando os estudantes Brian Chesky e Joe Gebbia, colegas de curso na Escola de Design de Rhode Island, resolveram virar empreendedores, largaram seus empregos e se mudaram para a cidade californiana de San Francisco para realizar esse sonho. Porém, o tempo foi passando e o dinheiro se esgotando. Para piorar a situação, eles foram avisados que o aluguel do apartamento em que moravam iria aumentar. Eles tinham apenas 14 dias para encontrar um meio de pagar todas as despesas. Foi então que o empreendedorismo dos dois jovens falou mais alto. Ao ver o espaço vazio na sala, eles pensaram: “Nós temos algo aqui! O que podemos fazer com isso?”. Os jovens ficaram sabendo que em outubro haveria uma conferência sobre design na cidade e, em virtude disso, todos os hotéis estavam lotados. Nesse momento, o espaço vazio que tinham na sala parecia ser muito mais interessante e uma oportunidade de fazer dinheiro. Poderiam oferecer aos visitantes um colchão de ar para dormir e preparar o café da manhã. Foi justamente o conceito desta ideia que originou o nome da empresa que eles iriam fundar pouco tempo depois, a airbnb, um acrônimo de Air Bed and Breakfast. Já no outro dia, colocaram a ideia em prática, construíram um pequeno site e fizeram até camisetas.


Dólar reflete nervosismo com cenário econômico e vai a R$ 2,63


O dólar finalmente deixou para trás a máxima intradia desde dezembro de 2008 e alcançou um patamar não visto em quase uma década. A moeda americana subiu a R$ 2,6290, máxima desde abril de 2005, em meio a alertas da agência de classificação de risco S&P sobre os desafios impostos à economia brasileira, em um momento em que investidores seguem bastante nervosos com dúvidas sobre o rumo da política macroeconômica.

Em evento em São Paulo, a presidente da agência para o Cone Sul, Regina Nunes, afirmou que o Brasil foi “incapaz” de manter a estabilidade da relação dívida/PIB, que voltou a crescer. Regina disse ainda que a dívida brasilei ra tem um perfil mais de curto prazo, com preços mais altos que seus pares. A presidente da S&P na região destacou que o país precisa melhorar produtividade e investimento, bem como as correlações com o mercado externo e que os gargalos envolvem baixa poupança e alta carga tributária.

A executiva afirmou ainda que o Brasil vai puxar para baixo o crescimento da América Latina, que neste ano será inferior a 3%. Regina, contudo, lembrou que a perspectiva estável para o “rating” soberano do Brasil indica que a expectativa é que a nota fique onde está. Em março, a S&P cortou a nota do Brasil para “BBB-“, menor nível dentro do grau de investimento. O rating do Brasil se tornou uma preocupação aos investidores, e outras agências já emitiram alertas a respeito. O temor é que a perda do grau de investimento provoque uma fuga de capital que complique ainda mais o já nebuloso cenário para a economia.

Às 11h10m, o dólar comercial subia 1,34%, a R$ 2,6262. Na máxima, a cotação alcançou R$ 2,6290, maior patamar intradia desde 5 de abril de 2005 (R$ 2,6330). No mercado futuro, o dólar para dezembro avançava 1,35%, a R$ 2,6360, indo a R$ 2,6395 na máxima. Nas nove sessões de novembro, o dólar fechou em queda em apenas uma (no dia 10). No acumulado do mês, a moeda sobe 4,63%.

Autor: Valor Econômico 

Qual o melhor lugar para se viver?

Uma coisa é certa: Dinheiro não traz felicidade, mas o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) sim.



A ONU - Organizações das Nações Unidas - avalia a qualidade de vida em vários países. A análise, medida pelo IDH, leva em conta três dimensões: saúde, educação e economia. Sob essas três dimensões, a ONU analisa a expectativa de vida no nascimento, o tempo que uma pessoa passa na escola e o padrão de vida a partir do Produto Interno Bruto (PIB) per capita.
Com com base nestes resultados que O IDH é calculado. E o resultado, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país.

Um dos objetivos da análise, explica a entidade, é o de mostrar que crescimento econômico, por si só, não é um retrato fiel do desenvolvimento de um lugar. O Qatar, por exemplo, que é 31º mais desenvolvido, conta com PIB per capita de 119 mil dólares, mas a população fica apenas 9 anos na escola. Já a Noruega (1ª da lista) tem PIB per capita de 64 mil dólares, mas os noruegueses passam, em média, 12,6 anos na escola.

 Nesta lista, são considerados apenas os locais classificados pela ONU como desenvolvimento "muito alto”. Infelizmente o  Brasil ainda não é parte deste grupo, mas foi incluído para fins de comparação.

Confira nas imagens e na listagem

1º Noruega

IDH: 0,944
Expectativa de vida no nascimento: 81,5 anos
Anos de escolaridade: 12,6
Expectativa de anos de escolaridade: 17,6
PIB per capita: 63.909 dólares




2014: O ano da mobilidade


Os bairros que mais receberam novos empreendimentos têm em comum o fácil acesso ao transporte público, como estações de Metrô e a realização de novas obras de mobilidade. Segundo Mauro Bertaglia, CEO do portal imobiliário 123i, essas características, em conjunto com o potencial construtivo de cada bairro, despertaram o interesse das construtoras nessas regiões. Os bairros de Saúde, Morumbi e Santana lideram o ranking de lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo em 2014, segundo levantamento do 123i. O bairro da Saúde abriga duas estações de Metrô e o Morumbi terá o transporte público reforçado, com inauguração de novas estações de Metrô e trem. "E é essa expectativa na redução dos problemas de mobilidade dos bairros" que atrai incorporadores e clientes, aquecendo o mercado, diz Bertaglia.

O levantamento incluiu lançamentos entregues na cidade desde o início do ano. Os novos empreendimentos foram projetados entre 2009 e 2010 e começaram a ser construídos em 2011. Bertaglia diz que a maioria desses novos imóveis já foi comercializada, mas estima que 25% das unidades voltem ao mercado, pois muitos compradores desejam auferir a renda. "Nos bairros com mais mobilidade urbana, a tendência dos preços é subir, ainda, acima da inflação. Nos demais bairros, a tendência é de estabilidade, ou até redução de preços", concluí o CEO.

Veja a seguir o ranking dos bairros, por número de lançamentos em 2014:



Nova sede da Apple "Campus 2" é filmada por um Drone

Até então, o mais perto que se podia chegar da nova sede, em formato de nave espacial e chamada de Campus 2, era parar o carro na frente do portão 05 de acesso a obra. Até a chegada dos drones!!

Veja no video abaixo, feito por um Drone Go Pro, a exata dimensão do grandioso complexo que terá 260 mil metros quadrados, com imagens captadas do alto, nos dando a sensação da grandeza do projeto!! Quando estiver pronto, possivelmente em 2016/2017, o complexo que fica em Cupertino, na Califórnia, terá 260 mil metros quadrados e abrigará 12 mil funcionários.

Idealizado por Steve Jobs, o projeto custará algo em torno de US$ 5 bilhões. Segundo analistas, os maiores custos residem qualidade do material escolhido para tornar realidade o projeto futurístico proposto por Jobs. "Como acontece com todos os produtos da Apple, Jobs não queria remendas; paredes, chão e teto devem ser polidos para dar um aspecto sobrenatural de suavidade

Drone utilizado: DJI Phantom 2 Quadcopter Zenmuse | Câmera: GoPro

Casa do fundador da joalheria Bulgari é vendida por R$ 18,7 mi


A casa onde a família de Sotirio Bulgari, fundador da joalheria Bulgari, passava as férias de verão foi vendida a um investidor do leste europeu pelo valor de 6 milhões de euros (18,7 milhões de reais). A propriedade fica localizada em Castiglioncello, na região da Toscana, Itália e o imóvel será transformado em um hotel de luxo.

Dois séculos de história

De acordo com a empresa Lionard Luxury Real Estate, que intermediou a transação, a casa foi construída no final do século 19 nas terras do barão Patrone. No início do século 20 recebeu o apelido “Godilonda” do famoso escritor, poeta e dramaturgo italiano, Gabriele D’Annunzio. O nome, que remete a “aproveite a onda”, surgiu após o poeta passar uma noite de amor no belo lugar. Em 1924 o imóvel passou a integrar o patrimônio da família americana Carter e, depois da Segunda Guerra Mundial, foi comprada pela família Bulgari.