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Arquitetos renomados da Europa assinam obras no Brasil

Centro Cultural Complexo da Luz - São Paulo - Brasil
Com a crise, arquitetos estrangeiros premiados abrem escritórios no Brasil, onde vão construir museus e projetos de revitalização. Com a crise no velho continente, arquitetos de renome na Europa estão desembarcando no Brasil, onde assinam projetos de novos museus, complexos culturais, edifícios e revitalização de áreas degradadas. “Temos dois novos projetos importantes no Brasil, mas eles ainda são confidenciais”, afirma Fermín Vázquez, arquiteto de Barcelona, na Espanha, e fundador do escritório b720, que acaba de inaugurar um escritório na cidade São Paulo, na Avenida Paulista, seu segundo endereço no País. Vázquez não revela quais serão suas futuras obras no mercado brasileiro, mas a localização do novo escritório dá uma pista.
O primeiro projeto assinado pelo arquiteto catalão está sendo construído em Porto Alegre. Vázquez assina o projeto para revitalização do Cais Mauá, na capital gaúcha, no qual serão investidos R$ 450 milhões. As obras devem estar concluídas para a Copa do Mundo.O Brasil receberá nos próximos anos projetos assinados por famosos arquitetos europeus.
O escritório suíço Herzog & de Meuron, dos arquitetos Jacques Herzog e Pierre de Meuron, ganhadores do prêmio Pritzker de 2001, foi escolhido pelo governo de São Paulo para construir o Complexo Cultural – Teatro de Dança. O complexo, orçado em R$ 300 milhões, fica ao lado da Sala São Paulo, em uma região degrada do centro de São Paulo, e tem a pretensão de ser um dos maiores centros culturais da América Latina. Herzog e de Meuron colecionam obras importantes em seu currículo, como os estádios Ninho de Pássaro, em Pequim, e Allianz Arena, em Munique, e a Tate Modern, em Londres, projeto que recuperou uma abandonada estação de energia na capital inglesa e transformou-a em um museu de arte moderna.
Outro espanhol, Santiago Calatrava, foi contratado para projetar o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro. O complexo, que deve ser inaugurado no primeiro semestre de 2014, está orçado em R$ 215 milhões e será financiado, em parte, pela Fundação Roberto Marinho e pelo Banco Santander.
Calatrava possui em seu portfólio projetos como o centro Ciutat de les Arts i les Ciències (Cidade das Artes e das Ciências), em Valência, na Espanha, que abriga, entre outras atrações, um planetário (L’Hemisfèric), o maior aquário oceanográfico da Europa (L’Oceanogràfic) e uma casa de ópera (El Palau de les Arts Reina Sofía). O arquiteto espanhol também projetou a Ponte della Costituzione (Ponte da Constituição), em Veneza, na Itália, e a Torre de telecomunicaciones de Montjuïc, em Barcelona.

Fonte: focando.com.br

Artista espanhol desenha plantas de imóveis em terrenos vazios

Graças ao trabalho de Maider Lopez, futuros moradores podem ter uma ideia melhor de como serão suas casas e apartamentos.

Mudar de casa sempre dá um friozinho na barriga. Especialmente quando a casa ou apartamento em questão ainda não saiu do papel. Um dos trabalhos artísticos do espanhol Maider Lopez é voltado especialmente para as pessoas que passam por essa experiência.

Com baldes de tinta e pincéis, o artista desenha no chão dos terrenos vazios a planta do que será construído futuramente. Detalhista, Lopez cria espaços para os quartos, banheiros, sala e cozinha, respeitando as suas proporções.

Assim, enquanto esperam pela construção de seus lares, os futuros moradores já podem ir curtindo a sua nova casa e saber exatamente o que caberá nela.

Fonte: PEGN

102º aniversário de Roberto Burle Marx

Roberto Burle Marx (São Paulo, 4 de agosto de 1909 — Rio de Janeiro, 4 de junho de 1994) foi um artista plástico brasileiro, tendo ganho renome internacional ao exercer a profissão de arquiteto-paisagista. Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser encontrada ao redor de todo o mundo.

Burle Max nasceu em São Paulo. Aos 19 anos, com problemas de visão vai para a Alemanha em busca de taratamento. Lá ele entra em contato com as vanguardas artísticas e visitando importantes exposições de Picasso, Matisse, Paul Klee e Van Gogh, decide estudar pintura. Dois anos mais tarde retorna ao Rio de Janeiro, onde o amigo e vizinho Lúcio Costa o incentiva a ingressar na Escola de Belas Artes.

As pinturas são uma parte pouco conhecida de sua obra  

Na universidade convive com aqueles que se tornariam reconhecidos na arquitetura moderna brasileira: Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa e Milton Roberto.

Início do paisagismo
O primeiro projeto de jardim público idealizado por Burle Marx foi a Praça de Casa Forte, no Recife, em 1934. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética, projetando mais de 10 praças. Nesse cargo fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou a ganhar renome, sendo convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (então Ministério da Educação e da Saúde). Em 1935, ao projetar a Praça Euclides da Cunha (a Praça do Internacional, conhecida também como Cactário Madalena) ornamentada com plantas da caatinga e do sertão nordestino, buscando livrar os jardins do "cunho europeu", semeando a alma brasileira e divulgando o "senso de brasilidade".

Incursões na arquitetura moderna

As ondas do Calçadão de Copacabana é provavelmente
o projeto mais famoso assinado por Burle Marx
Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo atuado nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo.
A partir daí, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a muito com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de seus projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa.




Fontes:
http://leonardofinotti.blogspot.com/search/label/burle%20marx
http://christianbarnardblog.blogspot.com/2010/03/between-art-and-landscape-roberto-burle.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Burle_Marx#Ruptura_e_modernidade