Conselho elege os melhores edifícios altos do mundo

O Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) anunciou hoje (15) em Chicago, Estados Unidos, os vencedores do "Best Tall Building" 2011, premiação que tem como objetivo eleger as melhores edificações altas de quatro regiões: Américas, Ásia e Oceania, Europa e Oriente Médio e África.

Confira os vencedores:

América -  Eight Spruce Street, Nova York (EUA) Altura: 265 m Projeto arquitetônico: Frank Gehry

 Eight Spruce Street
O edifico chama a atenção pela fachada metálica ondulada, de modo que cada apartamento tenha uma planta diferenciada. Apesar disso, o júri afirma que o edifício pode ser caracterizado como um prédio típico de Nova York, pois foi construído no mesmo padrão dos outros arranha-céus. O interior dos apartamentos se adapta a cada irregularidade da fachada, criando um espaço harmônico. Esse é o edifício residencial mais alto da América do Norte, "fazendo grande diferença na população urbana e na diversificação de seu entorno", de acordo com Cook.

Ásia e Oceania - Guangzhou International Finance Center, Guangzhou (China) Altura: 440 m Projeto arquitetônico: Wilkinson Eyre

Guangzhou International Finance Center
De acordo com o júri, a forma esbelta do edifico é ao mesmo tempo elegante e simples. Com forma triangular arredondada, o edifício alcança sua maior largura após percorrer um terço de sua altura, e vai afinando até o topo. Com essa aerodinâmica, o edifício sofre menos com a ação do vento, reduzindo também a necessidade de uma estrutura mais complexa. A estrutura metálica, em formato de losangos, é visível do externo do prédio. Segundo o Conselho, é a maior estrutura desse tipo existente no mundo.

Europa - KfW Westarkade, Frankfurt (Alemanha) Altura: 56 m Projeto arquitetônico: Sauerbruch Hutton


O KfW Wesarkade é considerado um dos edifício comerciais mais eficientes do mundo, pois utiliza aproximadamente metade da energia que a média de um edifício comercial europeu e um terço de um norte-americano. A fachada dupla do edifício permite que o vento seja capturado e auxilie na ventilação natural. Além disso, sua forma, que lembra uma serra, bloqueia parte da luz solar, assim como sua cavidade segura o calor e o expele com o vento.
A fachada do edifício é toda envidraçada, enquanto os painéis que bloqueiam a luz solar são coloridos, mas dependendo de onde se vê, as cores não aparecem. Segundo o júri, o edifício se integra com o entorno, mas acaba se destacando pelo uso da cor.

Ásia e Oriente Médio -  The Index, Dubai (Emirados Árabes Unidos) Altura: 326 m Projeto arquitetônico: Norman Foster
The Index
O edifício conta com 520 apartamentos de luxo e outros 25 andares de escritórios, que são separados por um lobby com pé-direito duplo com vista para toda a cidade de Dubai. No térreo, há uma área aberta, para permitir a socialização dos trabalhadores e moradores.

A forma do edifício chama a atenção por mostrar para quem vê de fora toda a organização interna e também o sistema estrutural. A "divisão" do edifício em três tornou possível a construção de escritórios com vãos maiores.

Gafisa, Cyrela e Brookfield avançam sobre Campinas

Cidade é uma das novas fronteiras na disputa entre as grandes incorporadoras de São Paulo, atraídas pela proximidade com a capital e o perfil de renda da população. A disputa entre algumas das principais incorporadoras paulistas está sendo estendida da capital para a região metropolitana de Campinas.

Com as opções de terrenos na grande São Paulo diminuindo, os preços dos terrenos em alta e o estoque de metragem para construção restrito, nomes como Gafisa, Cyrela e Brookfield buscam colocar um pé ou ampliar participação na maior cidade do interior do estado. "Todas as incorporadoras grandes de São Paulo elegeram Campinas como mercado muito relevante. De um ano para cá, isso se acentuou muito", diz Pedro Candreva, diretor nacional da consultoria imobiliária Jones Lang Lasalle.

De fato, de acordo com Luiz Paulo Pompeia, diretor da consultoria imobiliária Embraesp, Campinas já disputa com Belo Horizonte a terceira posição junto aos maiores mercados imobiliários brasileiros. Entre os motores da expansão, ele cita uma população entre 2,5 milhões e 3 milhões de habitantes, que cresce acima da média brasileira e tem bom potencial de renda. "Estimamos que o mercado de Campinas comporte de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões em lançamentos por ano", afirma André Lucarelli, superintendente de incorporação da unidade Sul e interior de São Paulo da Brookfield Incorporações. Como base de comparação, ele cita São Paulo, que com 22 milhões de habitantes, absorve cerca de R$ 20 bilhões ao ano.

Além disso, diz o executivo, é um mercado que ainda aceita a permuta de terrenos por apartamentos que serão construídos sobre eles e não exige a "montagem de terrenos", expressão que define a prática de compra e demolição de pequenos imóveis contíguos para a abertura de novas áreas de construção. "Dado que Campinas está num raio de cerca de 100 quilômetros de São Paulo, e que no meio do caminho temos Jundiaí, com seus cerca de 500 mil habitantes, não faz sentido não olharmos para esses mercados", afirma Ubirajara Spessotto, diretor-geral da Cyrela São Paulo.

Vantagem logística

Spessotto diz que a proximidade permite às incorporadoras que atuam na capital paulista ampliar seu mercado potencial sem precisar aumentar muito a estrutura. "Se deslocar até Campinas, às vezes, é mais fácil que chegar a um bairro distante de São Paulo", diz o executivo. Foi um dos motivos que levou também a Brookfield a aumentar sua programação de lançamentos no mercado campineiro, diz Nicholas Reade, presidente da companhia. Só neste ano, a incorporadora pretende ofertar na cidade empreendimentos que somam cerca de R$ 450 milhões em valor geral de vendas (VGV). São quase 10% dos R$ 5 bilhões previsto pela companhia para todos os mercados em que atua no pais.

Por sua vez, a Cyrela tem programados cerca de R$ 180 milhões em lançamentos para o próximo ano na região. E a Living, sua empresa dedicada à construção de imóveis para baixa renda, mais R$ 1 bilhões, até 2012, o dobro do volume lançado pela incorporadora na cidade nos últimos cinco anos, afirma Romeu Braga Neto, diretor de incorporação da Living. A Gafisa e a Tenda, seu braço para o mercado de construções voltado a classe C, não têm lançamentos programados para Campinas neste ano. Mas estão atrás de áreas para comprar, diz Guilherme Carlini, gerente de prospecção da companhia para o estado de São Paulo. Antes de ser adquirida pela Gafisa, a Tenda chegou a ser uma das companhias mais ativas na região de Campinas. Mas nos últimos três anos, diz o executivo, não lançou nenhum projeto. A Gafisa também já esteve presente no mercado Campineiro. Depois saiu. "A ideia é termos lançamentos para 2012. Mas ainda não temos nada assinado", afirma o executivo. Mesmo com a concorrência em alta e os preços de terrenos subindo, parece valer a pena. "A venda lá é certa", diz Candreva, da Lasalle. Dado que a cidade está num raio de 100 km de São Paulo, e que no meio do caminho temos Jundiaí, com seus 500 mil habitantes, não faz sentido não olharmos para esses mercados

Área de logística ganha novos condomínios.  Acesso a rodovias e presença de Viracopos atraem grandes companhias do ramo. Margeada por quatro das principais rodovias do estado, atendida pela malha ferroviária da ALL e pelo aeroporto de Viracopos, a região metropolitana de Campinas tem atraído um número crescente de companhias da área de logística e dado origem a condomínios dedicados a elas. Este movimento, na avaliação de consultores como Pedro Candreva, diretor  nacional da consultoria imobiliária Jones Lang Lasalle, tende a se intensificar com os planos de ampliação de Viracopos e a saturação do mercado de Jundiaí. "Campinas vai ter um boom de condomínios de logística e industriais, por causa de Viracopos e rodovias", diz. "Há dez anos isso aconteceu em Jundiaí, que hoje já não tem tantos terrenos." Entre os empreendimentos anunciados mais recentemente está o Centro Logístico Brasil (CLB), da Prosperitas Investimentos. Localizado no entroncamento das rodovias Anhanguera e Dom Pedro I, tem terreno de quase 500 mil metros quadrados e área construída de 200 mil metros quadrados. Outras duas companhias com investimentos semelhantes são a GR e a Racional. "Campinas voltou a ser centro das atenções, como foi na década de 1990", afirma Candreva. Na época, diz ele, a cidade demorou a se firmar e abriu espaço para o crescimento da atividade em Jundiaí, nos anos seguintes. Mas eram outros tempos. "Viracopos era pouco usado. Hoje, o transporte aéreo cresceu muito. E Cumbica não aguenta muito mais carga. Está saturado", avalia o consultor. O modal aéreo é importante principalmente para o abastecimento e escoamento da produção de indústrias de alto valor agregado, como a de autopeças e de equipamentos eletrônicos, que montam equipamentos no país com componentes vindos de fora. "Galpões que ainda não estão prontos já estão sendo negociados", diz Candreva. Atração deste tipo de companhia deve aumentar com a ampliação de Viracopos e a saturação do mercado de Jundiaí, diz consultor da Jones Lang Lasalle.


Dubes Sonego
dsonego@brasileconomico.com.br

Raio-x do setor imobiliário

Com a internacionalização das empresas do setor imobiliário, após abertura de capital por algumas companhias, é possível apresentar alguns números com base nos resultados de 18 incorporadoras publicados em 31 de dezembro de 2010.

Essas empresas foram responsáveis pelo lançamento de quase 257 mil unidades no valor de R$ 36,3 bilhões somente no ano passado, e pela venda de mais de 206 mil unidades no valor de R$ 33,1 bilhões.

Outro número impressionante é o do banco de terras, que nessas empresas alcança um potencial de R$ 137 bilhões em empreendimentos a serem desenvolvidos nos próximos anos. Também impressiona a receita líquida dos balanços: são R$ 33,5 bilhões, um crescimento de R$ 12,9 bilhões em relação a 2009, e lucro líquido total de R$ 4,8 bilhões – R$ 1,9 bilhão acima do apresentado um ano antes, ou seja 66% de crescimento de LL. Sendo que as empresas PDG, MRV, Gafisa e Brookfield responderam por quase 60% desse lucro adicional.

Mas o mercado é ainda muito maior do que isso, pois é constituído por grande volume de empresas pequenas e médias empresas. Por isso a CII/CBIC (Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção) atendendo a uma solicitação do Banco Central do Brasil vem buscando consolidar pesquisas no País.

Outras iniciativas das associações de classe, como Ademis (Associação de Dirigentes de Mercado Imobiliário de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Pernambuco e Rio de Janeiro), Secovis (Ceará e São Paulo) e Sinduscons (Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul), analisam e consolidam os dados de lançamentos e de vendas de imóveis novos.

A coleta de informações tem acontecido primordialmente nas capitais dos Estados, porém em alguns casos, como São Paulo, abrange também a Região Metropolitana, e na Bahia inclui as cidades de Feira de Santana, Lauro de Freitas e Camaçari.

O mais importante nesse começo de levantamento não é a abrangência, mas sim a iniciativa de levantar números que possam, sinalizar concretamente qual o tamanho do mercado imobiliário nacional. Se considerarmos todas as cidades cobertas pelas pesquisas, teremos o equivalente a 46% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional referente ao ano de 2008, 31% da população do País e 31% dos domicílios permanentes referente ao Censo 2010, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao verificar os resultados do ano de 2010, as pesquisas indicaram o lançamento de pouco mais de 187 mil unidades residenciais novas e a venda de quase 169 mil unidades (absorção de mais de 90%!). Com base nos resultados das regiões pesquisadas, podemos, ainda que prematuramente, prever cenários para tentar mensurar o tamanho do mercado imobiliário do País.

Adotando-se o PIB das amostras, o mercado de vendas de imóveis novos poderia chagar a 409 mil unidades. Se tomássemos o cenário de representatividade da população das cidades pesquisadas ou o número de domicílios das amostras, o mercado imobiliário alcançaria mais de 600 mil unidades.

No Brasil, estamos no caminho para obter números representativos do setor. Tradicionalmente, países desenvolvidos têm estatísticas precisas e destinada para todos os segmentos econômicos.

Mas uma coisa é fato: o mercado imobiliário vai muito bem, obrigado!

Fonte: Investimentosenoticias.com.br