Copa deve impulsionar maior uso de energia solar

A Copa-2014 deve ajudar a impulsionar a energia solar no Brasil. Por recomendação da Fifa, os estádios do mundial terão de ser alimentados por painéis desse gênero.Estados como o Rio de Janeiro querem aproveitar a oportunidade para atrair investimentos no setor. Em setembro, o governador Sérgio Cabral decretou isenção de ICMS aos equipamentos para instalações fotovoltaicas.

Hoje só os painéis solares contam com isenção de impostos, mas eles representam apenas 30% do custo de uma instalação -o resto fica por conta da eletrônica. O Rio espera, agora, autorização da Aneel e da Light para conectar instalações solares na rede para dois programas: um que ligará painéis fotovoltaicos em escolas públicas e outro que abastecerá o campus da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com 1 megawatt de eletricidade solar.

"A ideia é criar um mercado e depois destrinchar a cadeia, para que a gente se torne um polo de energia renovável", afirma a subsecretária de Economia Verde do Rio, Suzana Kahn Ribeiro. Ela, que é membro do IPCC (o painel do clima das Nações Unidas), diz que o Brasil já perdeu a janela de oportunidade para se tornar um fabricante de painéis. "Hoje eles são quase todos feitos na Ásia e não dá para competir com o custo."

Porém, afirma, o país ainda pode se tornar um fornecedor de componentes eletrônicos e de silício ultrapuro, ingrediente fundamental das placas fotovoltaicas."Nós exportamos silício para metalurgia, mas o de grau [de pureza] solar vale cem vezes mais e o mercado cresce 40% ao ano."

O secretário de Energia do Estado, Júlio Bueno, deve pedir na próxima reunião do Conselho Nacional de Secretários de Energia a criação de regras próprias para a fotovoltaica em leilões e que isente os painéis solares de IPI. "É preciso criar uma corrida própria" para essa energia, disse Bueno. O mercado fotovoltaico hoje no país é desprezível. Apenas uma usina solar foi instalada no país: a de Tauá (CE) da MPX, empresa de energia do Grupo EBX.

Fonte: Folha de SP

Mercado de grandes propriedades no Brasil atinge recorde, diz estudo

Um estudo elaborado por uma empresa especializada no mercado imobiliário mundial afirma que o setor brasileiro seguiu "pegando fogo" no terceiro trimestre de 2011, apesar de alguns movimentos de retração no continente americano.
Um relatório divulgado na segunda-feira pela consultoria Real Capital Analytics (RCA), baseada em Nova York, afirma que o volume de vendas de propriedades no Brasil atingiu o recorde de US$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2011.A pesquisa da RCA analisa vendas de propriedades em 37 países com valores acima de US$ 10 milhões - na maioria, grandes propriedades como terrenos, prédios comerciais, industriais, residenciais e hotéis.

Na região das Américas, o estudo afirma que o volume de vendas de propriedades cresceu 35% no terceiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano anterior.No entanto, o desempenho nos países americanos no terceiro trimestre foi mais fraco do que durante o resto de 2011. O ritmo de crescimento nas vendas de propriedades caiu pela metade no terceiro trimestre.
A desaceleração na região foi provocada por um movimento de baixa no mercado de hipotecas nos Estados Unidos. Já a América Latina e o Brasil permanecem com o mercado aquecido, segundo a RCA."A América Latina é o único local [da região] com momento positivo. O Brasil continuou pegando fogo, com o volume no terceiro trimestre atingindo o recorde de US$ 3,5 bilhões, logo atrás do Canadá, que está em desaquecimento", afirma o relatório da empresa, que também destaca movimentos positivos no Chile e no México.

ESTRANGEIROS NA CHINA E NO BRASIL

De acordo com o levantamento, o volume de vendas de propriedades cresceu 34% em todo o mundo no terceiro trimestre de 2011, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A RCA diz que o volume total de vendas de propriedades em 2011 – US$ 568 bilhões – já é superior a todo o ano de 2008, quando estourou a bolha imobiliária nos Estados Unidos.
O relatório também afirma que o Brasil e a China continuam sendo destinos preferidos de investidores que buscam aplicações em propriedades no exterior. "Nos ricos dias de 2007, mercados emergentes – especialmente os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) – eram um alvo preferencial de investidores estrangeiros em busca de rentabilidade", afirma o relatório da RCA. "Mas riscos no exterior, que antes pareciam mínimos, aumentaram com a instabilidade financeira e turbulências políticas."

"Para os investidores de hoje que investem em propriedades comerciais no exterior, a antiga solidez dos BRICs parece estar se desmanchando. China e Brasil continuam sendo grandes alvos de investimentos, mas investimentos na Índia retraíram, e a Polônia ultrapassou a Rússia como mercado mais atraente na Europa, Oriente Médio e África."
Segundo a RCA, a predominância do Brasil na América Latina ocorre não só pelo tamanho do seu mercado, mas porque houve "avanços claros nas condições de mercado para os investidores". No entanto, a consultoria destaca que a China ainda é o destino favorito de investidores que procuram rentabilidade em propriedades no exterior. Nos últimos 12 meses, o mercado de propriedades do país atraiu US$ 30 bilhões em investimentos externos.

Fonte: BBC Brasil

Artista espanhol desenha plantas de imóveis em terrenos vazios

Graças ao trabalho de Maider Lopez, futuros moradores podem ter uma ideia melhor de como serão suas casas e apartamentos.

Mudar de casa sempre dá um friozinho na barriga. Especialmente quando a casa ou apartamento em questão ainda não saiu do papel. Um dos trabalhos artísticos do espanhol Maider Lopez é voltado especialmente para as pessoas que passam por essa experiência.

Com baldes de tinta e pincéis, o artista desenha no chão dos terrenos vazios a planta do que será construído futuramente. Detalhista, Lopez cria espaços para os quartos, banheiros, sala e cozinha, respeitando as suas proporções.

Assim, enquanto esperam pela construção de seus lares, os futuros moradores já podem ir curtindo a sua nova casa e saber exatamente o que caberá nela.

Fonte: PEGN