A empresa Buildings, especializada em pesquisas do setor imobiliário corporativo, acaba de realizar um estudo sobre as empresas que mais ocupam edifícios corporativos no segmento Classe A* na cidade de São Paulo. No topo da pesquisa aparecem as empresas do setor bancário com 23%. O setor de informática vem em segundo lugar com 5,5%, seguido pelas prestadoras de serviço com 5,3%.
Dentre as empresas bancárias, o Santander é o primeiro colocado, com mais de 106 mil metros quadrados. Esse número foi elevado graças aos 67 mil metros quadrados da Torre Santander, localizada na Avenida das Nações Unidas. O Banco Itaú é o segundo colocado na pesquisa, com 76,8 mil metros quadrados, já considerando a fusão com o Unibanco. O Citibank vem em terceiro lugar com 15,9 mil metros quadrados.
O setor de informática se mostra bem mais equilibrado e deixa evidente a vantagem do setor bancário na ocupação dos espaços Classe A. A Tivit aparece em primeiro lugar com 9,7 mil metros quadrados. Na sequência vem a Microsoft com 8,1 mil metros quadrados e a IBM com 7,1 mil metros quadrados.
Sobre a empresa Buildings
Buildings é uma empresa de pesquisa do setor imobiliário corporativo, que possui um banco de dados completo com os edifícios comerciais nas cidades de São Paulo, ABCD, Osasco, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre.
* Buildings segmenta o mercado de escritórios entre Classe A e Outros. Define Classe A com o seguinte critério: edifícios com mais de 700 m² de laje, especificações técnicas elevadas e menos de 20 anos de idade, a contar da data de entrega do edifício.
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Kinea, do Itaú, capta R$ 260 milhões em fundo imobiliário
O Estado de São Paulo
26.10.2010
O Kinea, braço de investimentos do Itaú, encerrou nesta semana a captação de um fundo imobiliário de R$ 260 milhões para investimentos em edifícios de escritórios e centros de logística. Trata-se do primeiro fundo lastreado em aluguéis - a instituição mantinha opção de investimento em incorporação residencial, com capital de R$ 150 milhões.
Mesmo antes do fim da captação, R$ 170 milhões foram aplicados na compra de dois edifícios no Centro do Rio de Janeiro. Os dois prédios têm como clientes a Caixa e Banco do Brasil, embora hoje sejam ocupados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
De acordo o responsável pela área imobiliária do Kinea, Carlos Martins, a intenção inicial era levantar R$ 350 milhões, mas o valor diminuiu porque as negociações de um imóvel que o fundo tinha em vista não foram adiante. O executivo diz que o objetivo é investir os R$ 90 milhões restantes em São Paulo, em regiões como Faria Lima, Vila Olímpia ou Avenida Paulista.
O investimento se justifica pela baixa taxa de vacância de áreas de escritórios em São Paulo e no Rio. Segundo a consultoria Jones Lang LaSalle, o equilíbrio do mercado é de 15% de áreas disponíveis - porém, na Vila Olímpia, os espaços vagos somam 3,4%. "O mercado está do lado do locador", diz Mariana Hanania, da Cushman & Wakefield.
Martins diz que o Kinea prioriza o item localização na hora de escolher seus imóveis. Como a intenção é comprar edifícios inteiros, a chance de que o fundo venha a atuar em prédios "AAA"é pequena: neste segmento, o valor de um empreendimento pode passar de R$ 1 bilhão. "Procuramos imóveis bem localizados, com os itens básicos para as empresas", diz Martins.
A entrada do banco de investimento do Itaú neste mercado não é casual. O patrimônio líquido dos fundos imobiliários teve forte crescimento este ano, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), somando R$ 7 bilhões ao fim de setembro. No fim de 2009, o valor estava em R$ 5,1 bilhões.
Segundo o consultor de investimentos Sérgio Belleza Filho, o BTG Pactual tem sido particularmente agressivo no setor: além de recentemente ter ajudado no desembolso de R$ 680 milhões por uma das torres do Ventura Corporate Tower, no Rio, o banco tem cinco fundos imobiliários de R$ 1 bilhão em análise pela CVM.
O consultor afirma que a expansão do setor está relacionada à entrada dos clientes pessoa física no segmento - fruto direto da mudança na legislação que isentou o investimento de imposto de renda. "Bancos como Bradesco e Itaú ainda vão oferecer os fundos nas agências. É uma operação muito fácil de explicar."
Para captar R$ 260 milhões, o Kinea recorreu a correntistas do Itaú Personnalité - foram 2,7 mil, que aplicaram um mínimo de R$ 30 mil. Martins, do Kinea, diz que o fundo é perpétuo e a intenção é expandir a captação: "Vamos pulverizar o risco."
26.10.2010
O Kinea, braço de investimentos do Itaú, encerrou nesta semana a captação de um fundo imobiliário de R$ 260 milhões para investimentos em edifícios de escritórios e centros de logística. Trata-se do primeiro fundo lastreado em aluguéis - a instituição mantinha opção de investimento em incorporação residencial, com capital de R$ 150 milhões.
Mesmo antes do fim da captação, R$ 170 milhões foram aplicados na compra de dois edifícios no Centro do Rio de Janeiro. Os dois prédios têm como clientes a Caixa e Banco do Brasil, embora hoje sejam ocupados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
De acordo o responsável pela área imobiliária do Kinea, Carlos Martins, a intenção inicial era levantar R$ 350 milhões, mas o valor diminuiu porque as negociações de um imóvel que o fundo tinha em vista não foram adiante. O executivo diz que o objetivo é investir os R$ 90 milhões restantes em São Paulo, em regiões como Faria Lima, Vila Olímpia ou Avenida Paulista.
O investimento se justifica pela baixa taxa de vacância de áreas de escritórios em São Paulo e no Rio. Segundo a consultoria Jones Lang LaSalle, o equilíbrio do mercado é de 15% de áreas disponíveis - porém, na Vila Olímpia, os espaços vagos somam 3,4%. "O mercado está do lado do locador", diz Mariana Hanania, da Cushman & Wakefield.
Martins diz que o Kinea prioriza o item localização na hora de escolher seus imóveis. Como a intenção é comprar edifícios inteiros, a chance de que o fundo venha a atuar em prédios "AAA"é pequena: neste segmento, o valor de um empreendimento pode passar de R$ 1 bilhão. "Procuramos imóveis bem localizados, com os itens básicos para as empresas", diz Martins.
A entrada do banco de investimento do Itaú neste mercado não é casual. O patrimônio líquido dos fundos imobiliários teve forte crescimento este ano, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), somando R$ 7 bilhões ao fim de setembro. No fim de 2009, o valor estava em R$ 5,1 bilhões.
Segundo o consultor de investimentos Sérgio Belleza Filho, o BTG Pactual tem sido particularmente agressivo no setor: além de recentemente ter ajudado no desembolso de R$ 680 milhões por uma das torres do Ventura Corporate Tower, no Rio, o banco tem cinco fundos imobiliários de R$ 1 bilhão em análise pela CVM.
O consultor afirma que a expansão do setor está relacionada à entrada dos clientes pessoa física no segmento - fruto direto da mudança na legislação que isentou o investimento de imposto de renda. "Bancos como Bradesco e Itaú ainda vão oferecer os fundos nas agências. É uma operação muito fácil de explicar."
Para captar R$ 260 milhões, o Kinea recorreu a correntistas do Itaú Personnalité - foram 2,7 mil, que aplicaram um mínimo de R$ 30 mil. Martins, do Kinea, diz que o fundo é perpétuo e a intenção é expandir a captação: "Vamos pulverizar o risco."
Financiamento imobiliário
Muitos amigos e clientes sempre me perguntam que como devem proceder para a compra de um imóvel com financiamento imobiliário. Eu recomento a empresa Credipronto, do Itaú e Grupo Lopes, que tem expertise e profissionais muito atenciosos para tratar desse assunto. Hoje as taxas de juros são bastante atraentes e o processo de liberação é muito rápido, em média 28 dias. Não deixe de consultá-los quando precisar de financimento imobiliário. Já fiz vários contratos com a Credipronto e recomendo.
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A vez do alto padrão
As condições para a compra de imóveis deram um salto nos últimos anos, estimuladas por medidas do governo. Mas também houve melhoras para as casas e apartamentos de alto padrão. Os juros médios para imóveis que custam mais de 500 000 reais caíram de 14,1%, em 2004, para 10,8% neste ano, sem contar a TR. Parece pouco, mas representa uma diferença de cerca de 1000 reais na prestação de um financiamento de 20 anos -- o que dá 245 000 reais ao final da compra. O que fez com que as taxas caíssem? Concorrência. "Os bancos nunca competiram tanto por esses clientes", diz Luiz Antonio França, diretor de crédito imobiliário do Itaú Unibanco.
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