Notícia - Demanda de escritórios é maior do que a oferta

16.09.2010
Newmark Knight Frank

Um estudo realizado pela empresa multinacional de consultoria imobiliária, Newmark Knight Frank, revela que o espaço disponível para escritórios de alto padrão em São Paulo é cada vez menor e que o preço dos aluguéis nos bairros mais cobiçados da cidade deve continuar subindo.

O levantamento foi realizado nas principais regiões de concentração de escritórios de São Paulo, como nas avenidas Paulista, Faria Lima, Juscelino Kubitschek, Vila Olímpia e Berrini, na Chácara Santo Antônio e na Marginal Pinheiros. Edifícios concluídos e outros ainda em fase de construção formaram o universo da análise, totalizando uma amostra de 151 imóveis.

Atualmente, a taxa de vacância - que corresponde à porcentagem do espaço vago em relação ao total - se encontra em 8,44% na capital do Estado. Na Chácara Santo Antônio e na região do Morumbi da Marginal Tietê, já não há mais áreas vagas para abrigar novos escritórios.

Carlos Pacheco, CEO da companhia, acredita que o cenário não deve mudar muito nos próximos dois anos. "As taxas de vacância devem continuar inferiores a 10% para escritórios de alto padrão", diz.

O executivo também afirma que os preços praticados em São Paulo já estão entre os mais altos do País e que, em termos de área ocupada, a cidade só perde para o Rio de Janeiro, onde a oferta de terrenos para a construção de novos edifícios é ainda menor.

A região da Avenida Faria Lima, nas imediações da Juscelino Kubitschek, tem o metro quadrado mais caro da cidade. Pacheco explica que, "nessa região, a outorga (custo adicional que se paga à prefeitura para viabilizar a construção de prédios com área superior à do terreno) se esgotou e novos edifícios não poderão ser construídos por enquanto".

Projeções

Conforme Pacheco, com a limitação de espaço para a construção de novos edifícios, o eixo de crescimento deve se deslocar das regiões centrais para regiões mais periféricas, como Jaguaré, Santo Amaro e Barra Funda, onde, até pouco tempo atrás, não havia muitos prédios comerciais.

O relatório divulgado pela consultoria projeta um crescimento de 7,33% ao ano no estoque total de edifícios entre 2010 e 2014.

Brasil viverá o "sonho americano", diz Trabuco

O Brasil passará nos próximos anos pelo melhor ciclo econômico de sua história, prevê o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. "Vamos vivenciar, na segunda década do século XXI, aquilo que foi chamado de "sonho americano"", disse o executivo nesta quinta-feira ao palestrar em evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

Segundo Trabuco, ao transformar pobres em consumidores, o Brasil está criando as condições para alcançar tal cenário. "Basta lembrar que 11 milhões de brasileiros vão viajar pela primeira vez de avião nos próximos 12 meses", exemplificou. O presidente do Bradesco, entretanto, lembrou que ao mesmo tempo em que o país presencia uma melhora nas condições de vida da população, enfrenta o desafio de resolver os gargalos que restringem sua expansão. "Essas pessoas vão chegar aos aeroportos e encontrar filas. Esse é o descompasso que vemos hoje no Brasil, um país que cresce, mas ainda não promove o aumento da felicidade pessoal."
Pelos cálculos de Trabuco, quando o Brasil contabilizar 247 milhões de brasileiros, 60% da população será economicamente ativa. O bônus demográfico, em sua avaliação, é uma das grandes vantagens do país. "Se em dez anos não abrirmos 100 milhões de novas contas bancárias é porque alguma coisa deu errado", ressaltou.

A crise econômica, comentou o executivo, fez o mundo ver o Brasil com novos olhos. Dessa vez, avaliou Trabuco, o país terá a oportunidade de crescer com sustentabilidade. "O que sentimos, tendo por base nosso relacionamento com 1,4 milhão de empresas, é que o Brasil está crescendo em todos os setores. Não há uma dependência setorial."

No setor imobiliário, Trabuco descarta a existência de "bolha". "Com um crédito imobiliário de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), há muita distância até uma bolha", avaliou. No México e na Africa do Sul o setor representa entre 12 e 18% do PIB.

Credito imobiliário deve superar R$ 70 bilhões no ano, diz Caixa

A Caixa Econômica Federal elevou hoje sua projeção para crédito imobiliário em 2010. A expectativa é de que os financiamentos correspondam ao valor recorde de R$ 70 bilhões, ante previsão inicial de R$ 60 bilhões.

“O mais importante é que não se trata de um acontecimento sazonal ou isolado, mas, sim, de um ciclo virtuoso sustentável”, afirmou a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, o valor aplicado em habitação até o dia 3 de setembro alcança R$ 47,6 bilhões, já superando o montante registrado em todo o ano passado, quando a Caixa emprestou R$ 47,05 bilhões. O número de contratos assinados nos oito primeiros meses de 2010 foi de 773.247.

Do total de recursos disponibilizados pela Caixa, R$ 21,4 bilhões tiveram como fonte a caderneta de poupança e R$ 20,7 bilhões vieram do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O restante é proveniente de outras fontes.

No caso do Programa Minha Casa, Minha Vida, o número de contratos neste ano supera 355 mil, somando R$ 21,8 bilhões.

Fonte: Valor