Para evitar gastos desnecessários ao alugar um imóvel, inquilinos devem fazer uma vistoria minuciosa, antes de entrar na moradia. Fechaduras funcionando, piso em bom estado, paredes recém-pintadas. É importante observar esses detalhes e colocá-los em contrato, assinados pelo locador e pelo locatário. É essa vistoria que protege as partes e determina o que precisará se fazer quando devolver o imóvel alugado. Mas há uma regra básica: vícios ocultos, como problemas hidráulicos e elétricos, ficam a cargo do proprietário e podem ser informados em até 30 dias após a entrada no imóvel.
Pela lei do inquilinato, o imóvel deve ser entregue como foi recebido. E o que determina é o auto de vistoria inicial, que faz parte do contrato. Se está previsto pintar, tem que pintar, inclusive, da cor que consta. As obras, mesmo as benfeitorias feitas ao imóvel, senão tiveram autorização do proprietário / locador, precisam ser retiradas e o imóvel tem que voltar ao estado original. Além do bom diálogo entre locador e locatário é importante que as partes tenham bom senso e estejam assessoradas por uma empresa imobiliária na hora da contratação.
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Apple paga R$ 1 milhão em aluguel da nova sede
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| Escritório ficará no Infinity Tower, um dos empreendimentos mais luxuosos do bairro do Itaim Bibi, onde também está a sede brasileira do Facebook. |
Projetado pelo escritório de arquitetura Aflalo & Gasperini, em parceria com o americano Kohn Pedersen Fox (KPF), o Infinity Tower é uma torre de 18 andares e 75 mil metros quadrados. A obra foi executada pela Método Engenharia e levou cerca de dois anos para ser concluída.
A Apple não será a única habitante ilustre do edifício. Por lá já estão os bancos Credit Suisse e Goldman Sachs, além da Bloomberg, da Louis Vuitton e do Facebook. Ao mudar-se para o Infinity, a gigante da tecnologia deixará seu escritório de quatro salas em um edifício comercial mais modesto na Avenida Cidade Jardim, também no Itaim Bibi.
Nova fase
A mudança para o Infinity marca uma nova etapa da Apple no Brasil. O modus operandi discreto prossegue, mas a operação alça voos cada vez mais altos. Depois de viabilizar a produção de iPhones e iPads na planta da Foxconn de Jundiaí (SP) e exportar parte da produção brasileira para o Mercosul, a empresa americana fechou novo contrato com a taiwanesa. Em 2013, a Foxconn montará nova fábrica no país, desta vez na cidade de Itu (SP). A missão dela será produzir componentes para smartphones e tablets, que atualmente são importados da China. Com a nova planta, será possível produzir um iPad quase 100% nacional – apenas os transistores TFT, essenciais para a ótima qualidade de imagem do aparelhos, continuarão a ser importados.
O avanço da Apple, nos últimos meses, contabilizou ao menos um revés. A companhia perdeu seu diretor-presidente, Alexandre Szapiro, para a Amazon, segundo informações do jornal Valor Econômico. O site de VEJA apurou que Szapiro foi o grande intermediador da criação de um centro de produção para aparelhos da Apple no Brasil – e, justamente por essa razão, foi chamado pela Amazon. De acordo com fontes que a assessoram, a fabricante do Kindle no Brasil também estuda a viabilidade de produzir seu tablet no país utilizando, também, a planta da Foxconn.
Autor: Ana Clara Costa
Fonte: Exame.com
Faltam imóveis para alugar em São Paulo e demanda só aumenta
Camila F. de Mendonça
A queda da oferta de imóveis para o mercado de locação e o aumento da demanda são os fatores que melhor explicam esses aumentos, afirma o consultor do Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo), Cícero Yagi.
De acordo com dados do sindicato, o valor do aluguel dos contratos novos na capital paulista subiu 2,1% em março. Com isso, nos últimos 12 meses, a alta é de 15,25%. O percentual é maior que aquele medido pelo IGP-M, base de cálculo dos reajustes dos contratos em andamento, e que acumulou alta de 10,6% em 12 meses terminados em abril.
As altas seguem a boa onda da economia, que vem promovendo melhorias no orçamento dos brasileiros. Com o aumento da renda da população, a demanda por imóveis para alugar cresceu nos últimos anos. E, com a melhora da economia, essa demanda tende a aumentar ainda mais. “É a possibilidade de a pessoa morar sozinha. Agora ela tem renda para isso”, afirma Yagi.
Aliada às questões macroeconômicas, uma característica bem paulistana também incentiva o aumento da procura por imóveis para alugar: o trânsito cada vez mais caótico. “As pessoas buscam qualidade de vida e, agora que tem renda, elas preferem morar perto do trabalho ou da escola”, afirma o consultor.
Oferta em queda
Se por um lado, a possibilidade de se ter mais qualidade de vida aumentou junto com a renda, por outro, a oferta de imóveis para o mercado de locação vem caindo há 50 anos. “Em 1950, 60% de todos os imóveis da cidade eram para alugar. Em 2000, esse número caiu para 22%”, explica Yagi.
Esse desequilíbrio entre a oferta e a demanda tende a pressionar os preços dos contratos novos para cima. Mas esses aumentos, segundo o consultor do Secovi-SP, não são de hoje. “Desde 2005, os preços vêm subindo. Mas isso também é reflexo dos períodos em que eles não tiveram elevações acima da inflação”, comenta.
Yagi explica que, até 2005, os reajustes dos aluguéis não superavam a inflação. Depois desse período, com o crescimento cada vez mais acentuado da economia e, por consequência, com a elevação da demanda, os valores passaram a ser maiores que a taxa inflacionária. “Agora, está havendo uma recuperação dos preços daquele período em que não houve altas fortes”, afirma.
A nova classe média é uma das que mais impulsionam a demanda. Com renda suficiente para deixar de morar em casas cedidas, os emergentes buscam seu espaço, ainda que pagando aluguel, para depois começarem a planejar a compra da casa própria. “O mercado está acordando para a classe média”, considera Yagi.
Muito por conta dela, mas também devido ao novo perfil das famílias brasileiras, a grande carência está no mercado de um e dois dormitórios. “Esses são os mais procurados, porque as famílias estão ficando cada vez menores e porque existem apartamentos de dois dormitórios de vários tamanhos”, considera.
Como equilibrar o mercado
O equilíbrio entre a oferta e a demanda do mercado de locação na cidade de São Paulo é possível, na avaliação de Yagi. E as principais mudanças devem ocorrer com a oferta. Uma delas é fazer com que paulistanos que tenham um imóvel excedente vejam no aluguel uma boa possibilidade de investimento. “Com os valores dos aluguéis em alta, essa opção está atrativa e compatível com investimentos do mercado financeiro”, acredita o consultor.
Outra solução para sanar essa carência e equilibrar os preços é mais estrutural. Para Yagi, é preciso que o poder público invista na reformulação de áreas da cidade hoje degradadas para atrair novos moradores, além de investir em transporte – grande atrativo para os emergentes. “Com o metrô, por exemplo, aumenta a possibilidade de haver maior oferta de unidades para alugar”, afirma.
A queda da oferta de imóveis para o mercado de locação e o aumento da demanda são os fatores que melhor explicam esses aumentos, afirma o consultor do Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo), Cícero Yagi.
De acordo com dados do sindicato, o valor do aluguel dos contratos novos na capital paulista subiu 2,1% em março. Com isso, nos últimos 12 meses, a alta é de 15,25%. O percentual é maior que aquele medido pelo IGP-M, base de cálculo dos reajustes dos contratos em andamento, e que acumulou alta de 10,6% em 12 meses terminados em abril.
As altas seguem a boa onda da economia, que vem promovendo melhorias no orçamento dos brasileiros. Com o aumento da renda da população, a demanda por imóveis para alugar cresceu nos últimos anos. E, com a melhora da economia, essa demanda tende a aumentar ainda mais. “É a possibilidade de a pessoa morar sozinha. Agora ela tem renda para isso”, afirma Yagi.
Aliada às questões macroeconômicas, uma característica bem paulistana também incentiva o aumento da procura por imóveis para alugar: o trânsito cada vez mais caótico. “As pessoas buscam qualidade de vida e, agora que tem renda, elas preferem morar perto do trabalho ou da escola”, afirma o consultor.
Oferta em queda
Se por um lado, a possibilidade de se ter mais qualidade de vida aumentou junto com a renda, por outro, a oferta de imóveis para o mercado de locação vem caindo há 50 anos. “Em 1950, 60% de todos os imóveis da cidade eram para alugar. Em 2000, esse número caiu para 22%”, explica Yagi.
Esse desequilíbrio entre a oferta e a demanda tende a pressionar os preços dos contratos novos para cima. Mas esses aumentos, segundo o consultor do Secovi-SP, não são de hoje. “Desde 2005, os preços vêm subindo. Mas isso também é reflexo dos períodos em que eles não tiveram elevações acima da inflação”, comenta.
Yagi explica que, até 2005, os reajustes dos aluguéis não superavam a inflação. Depois desse período, com o crescimento cada vez mais acentuado da economia e, por consequência, com a elevação da demanda, os valores passaram a ser maiores que a taxa inflacionária. “Agora, está havendo uma recuperação dos preços daquele período em que não houve altas fortes”, afirma.
A nova classe média é uma das que mais impulsionam a demanda. Com renda suficiente para deixar de morar em casas cedidas, os emergentes buscam seu espaço, ainda que pagando aluguel, para depois começarem a planejar a compra da casa própria. “O mercado está acordando para a classe média”, considera Yagi.
Muito por conta dela, mas também devido ao novo perfil das famílias brasileiras, a grande carência está no mercado de um e dois dormitórios. “Esses são os mais procurados, porque as famílias estão ficando cada vez menores e porque existem apartamentos de dois dormitórios de vários tamanhos”, considera.
Como equilibrar o mercado
O equilíbrio entre a oferta e a demanda do mercado de locação na cidade de São Paulo é possível, na avaliação de Yagi. E as principais mudanças devem ocorrer com a oferta. Uma delas é fazer com que paulistanos que tenham um imóvel excedente vejam no aluguel uma boa possibilidade de investimento. “Com os valores dos aluguéis em alta, essa opção está atrativa e compatível com investimentos do mercado financeiro”, acredita o consultor.
Outra solução para sanar essa carência e equilibrar os preços é mais estrutural. Para Yagi, é preciso que o poder público invista na reformulação de áreas da cidade hoje degradadas para atrair novos moradores, além de investir em transporte – grande atrativo para os emergentes. “Com o metrô, por exemplo, aumenta a possibilidade de haver maior oferta de unidades para alugar”, afirma.
A cidade de São Paulo está em obras
João Sandrini
Portal Exame.com
Quem investe em imóveis para locação não tem do que reclamar do ano de 2010. Apenas 2,3% das áreas disponíveis para aluguel em edifícios de alto padrão estão desocupadas, segundo consultoria realizada por uma das maiores do mundo na área imobiliária. Para que não houvesse pressão sobre os preços, seria necessário que cerca de 7% dos escritórios estivessem vazios. As empresas à procura de áreas para se instalar foram obrigadas a aceitar um reajuste médio de 17% nos valores de locação no ano passado (isso já descontada a inflação). O principal problema da cidade foi a falta de lançamentos. Apenas 25.500 metros quadrados de escritórios de alto padrão foram entregues em 2010 - contra uma absorção de 119.500 metros quadrados no período. Esse cenário tende a mudar radicalmente neste ano, quando devem ser colocados no mercado de locação cerca de 230.000 metros quadrados em imóveis corporativos de excelente nível na cidade de São Paulo. Em 2012 e 2013, está prevista uma nova enxurrada de entregas. "O novo inventário com previsão de entrega para os próximos três anos atenderá não só a demanda reprimida como também a necessidade de empresas de médio porte", diz a Colliers. Tanto que a consultoria prevê aumentos discretos no valor dos aluguéis neste ano e no próximo e estabilização a partir de 2013.
Portal Exame.com
Quem investe em imóveis para locação não tem do que reclamar do ano de 2010. Apenas 2,3% das áreas disponíveis para aluguel em edifícios de alto padrão estão desocupadas, segundo consultoria realizada por uma das maiores do mundo na área imobiliária. Para que não houvesse pressão sobre os preços, seria necessário que cerca de 7% dos escritórios estivessem vazios. As empresas à procura de áreas para se instalar foram obrigadas a aceitar um reajuste médio de 17% nos valores de locação no ano passado (isso já descontada a inflação). O principal problema da cidade foi a falta de lançamentos. Apenas 25.500 metros quadrados de escritórios de alto padrão foram entregues em 2010 - contra uma absorção de 119.500 metros quadrados no período. Esse cenário tende a mudar radicalmente neste ano, quando devem ser colocados no mercado de locação cerca de 230.000 metros quadrados em imóveis corporativos de excelente nível na cidade de São Paulo. Em 2012 e 2013, está prevista uma nova enxurrada de entregas. "O novo inventário com previsão de entrega para os próximos três anos atenderá não só a demanda reprimida como também a necessidade de empresas de médio porte", diz a Colliers. Tanto que a consultoria prevê aumentos discretos no valor dos aluguéis neste ano e no próximo e estabilização a partir de 2013.
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