Valor
01.02.2011
A João Fortes Engenharia planeja crescer no interior do Estado do Rio. Para isso, adquiriu a Pinheiro Pereira, uma incorporadora de Niterói, município da Região Metropolitana do Rio, mas que tem forte atuação em áreas estratégicas do Estado, como Búzios, Cabo Frio ou Itaboraí, onde está sendo construído o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
A Pinheiro Pereira participa atualmente de projetos com um volume geral de vendas de R$ 650 milhões. Disso, R$ 380 milhões, cabem somente a ela. A incorporadora tem ainda mais oito lançamentos, dos quais seis neste ano, também com VGV R$ 380 milhões.
Luiz Henrique Rimes, diretor nacional de negócios da João Fortes, explica que a estratégia da sua construtora não é crescer de forma acelerada para todo o país. "Não acreditamos que o nosso negócio permita isto. É um negócio que depende de feeling, de conhecimento de mercado", explica. Hoje, a João Fortes já atua nas cidades do Rio, de Salvador e de Brasília.
Segundo Rimes, por isso houve a aquisição da Pinheiro Pereira. "É uma empresa que conhece as praças do interior. Conhece os terrenos e a forma com que negociam a venda, que é diferente daqui", diz o diretor. Segundo ele, lá o vendedor de terrenos tem que confiar na empresa, não faz negócio com quem não conhece. Por isso, a gestão da incorporadora continuará sob a responsabilidade do sócio-diretor, Cláudio Acyr, que é fundador e gestor da empresa há 25 anos.
Rimes conta que a incorporadora já fez parcerias com grandes construtoras como a Cyrela, a MDG ou Klabin-Segal. "Ela está no topo do ranking do Rio e varia entre o segundo e o terceiro lugares, dependendo do período".
A João Fortes pagou R$ 20 milhões por 100% da Pinheiro Pereira, mas dois sócios remanescentes receberam ações da construtora. As duas empresas têm perfil de investimentos comuns, ambas constroem imóveis residenciais e comerciais para a alta e média renda. "Mas não somos restritivos, onde houver uma boa oportunidade de negócio, faremos".
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Brookfield mira novas aquisições
A Brookfield é uma das candidatas à compra da incorporadora Even, segundo apurou o Valor. O presidente da companhia, Nicholas Reade, afirmou ontem que a companhia está sempre estudando e analisando possibilidades de aquisições. "Não é questão de comprar apenas para ficar maior, precisa ser uma empresa complementar em negócios e filosofia empresarial", disse.
De acordo com fontes do setor, a empresa procura uma operação que garanta fôlego e ajude a melhorar os resultados. A Brookfield ganhou musculatura nos últimos dois anos, comprando a Company e a MB Engenharia, empresa com atuação no centro-oeste. Chegou ao grupo das cinco maiores em vendas e lançamentos, mas com um nível de lucro mais próximo ao de empresas de menor porte. No primeiro trimestre do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 52,7 milhões - comparável ao de companhias como Eztec e Helbor.
No segundo trimestre - com a venda do prédio da Faria Lima por R$ 600 milhões para o grupo Malzoni - a empresa alavancou seus resultados operacionais e financeiros. O lucro líquido da companhia, de abril a junho, foi de R$ 132 milhões, alta de 65,5% sobre o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2010, a receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, alta de 111%, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo Reade, a empresa vai continuar atuando no mercado de escritórios corporativos de grande porte, além do mercado residencial e de pequenas salas.
Fonte: Valor Econômico
De acordo com fontes do setor, a empresa procura uma operação que garanta fôlego e ajude a melhorar os resultados. A Brookfield ganhou musculatura nos últimos dois anos, comprando a Company e a MB Engenharia, empresa com atuação no centro-oeste. Chegou ao grupo das cinco maiores em vendas e lançamentos, mas com um nível de lucro mais próximo ao de empresas de menor porte. No primeiro trimestre do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 52,7 milhões - comparável ao de companhias como Eztec e Helbor.
No segundo trimestre - com a venda do prédio da Faria Lima por R$ 600 milhões para o grupo Malzoni - a empresa alavancou seus resultados operacionais e financeiros. O lucro líquido da companhia, de abril a junho, foi de R$ 132 milhões, alta de 65,5% sobre o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2010, a receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, alta de 111%, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo Reade, a empresa vai continuar atuando no mercado de escritórios corporativos de grande porte, além do mercado residencial e de pequenas salas.
Fonte: Valor Econômico
BR Properties confirma compra de torre no Rio
A BR Properties confirmou ontem o maior negócio de sua história: a compra da segunda torre do condomínio Ventura, como adiantado pelo Valor. O Ventura é um empreendimento comercial de alto padrão no centro do Rio.
A aquisição – envolvendo 82% do edifício – foi feita em parceria com o banco BTG Pactual, que dividiu com a companhia o investimento de R$ 680 milhões. O prédio pertencia à sociedade Projeto Rio Empreendimentos, formada pela Participações Morro Vermelho, holding que controla a Camargo Corrêa, e a Tishman Speyer.
A participação remanescente, de 18%, permanece com o antigo dono. Mais da metade da torre já tem contratos de aluguel fechados, mas a expectativa é de que todas as salas estejam locadas até o fim do ano, diz Pedro Daltro, diretor financeiro da BR Properties.
“A procura é muito grande e há poucas áreas disponíveis no centro do Rio”, diz o executivo, acrescentando que essa conjuntura deverá elevar os valores de locação desse tipo de imóvel na região, estimados em R$ 150 por metro quadrado.
Localizado na avenida Republica do Chile, o bloco tem aproximadamente 43 mil metros quadrados de área bruta locável. Com a transação, a BR Properties passa a ter 1,014 milhão de metros quadrados de área para locação em seu portfólio.
Segundo Daltro, a companhia realizou neste ano investimentos próximos a R$ 1,6 bilhão, ou 80% do orçamento previsto ao exercício. “É possível que a empresa supere esse orçamento.” Segundo o executivo, a BR Properties aportou no mercado carioca mais da metade dos investimentos desde a abertura de capital, em março.
A Tishman Speyer segue no mercado carioca com o desenvolvimento de dois empreendimentos, informa Daniel Cherman, presidente da empresa de investimentos imobiliários. Além disso, a companhia comprou recentemente um terreno na zona portuária da cidade para desenvolver um prédio de escritórios. Segundo o executivo, a venda da torre no condomínio Ventura corresponde à realização de um investimento iniciado em 2002.
Fonte: Valor Econômico
A aquisição – envolvendo 82% do edifício – foi feita em parceria com o banco BTG Pactual, que dividiu com a companhia o investimento de R$ 680 milhões. O prédio pertencia à sociedade Projeto Rio Empreendimentos, formada pela Participações Morro Vermelho, holding que controla a Camargo Corrêa, e a Tishman Speyer.
A participação remanescente, de 18%, permanece com o antigo dono. Mais da metade da torre já tem contratos de aluguel fechados, mas a expectativa é de que todas as salas estejam locadas até o fim do ano, diz Pedro Daltro, diretor financeiro da BR Properties.
“A procura é muito grande e há poucas áreas disponíveis no centro do Rio”, diz o executivo, acrescentando que essa conjuntura deverá elevar os valores de locação desse tipo de imóvel na região, estimados em R$ 150 por metro quadrado.
Localizado na avenida Republica do Chile, o bloco tem aproximadamente 43 mil metros quadrados de área bruta locável. Com a transação, a BR Properties passa a ter 1,014 milhão de metros quadrados de área para locação em seu portfólio.
Segundo Daltro, a companhia realizou neste ano investimentos próximos a R$ 1,6 bilhão, ou 80% do orçamento previsto ao exercício. “É possível que a empresa supere esse orçamento.” Segundo o executivo, a BR Properties aportou no mercado carioca mais da metade dos investimentos desde a abertura de capital, em março.
A Tishman Speyer segue no mercado carioca com o desenvolvimento de dois empreendimentos, informa Daniel Cherman, presidente da empresa de investimentos imobiliários. Além disso, a companhia comprou recentemente um terreno na zona portuária da cidade para desenvolver um prédio de escritórios. Segundo o executivo, a venda da torre no condomínio Ventura corresponde à realização de um investimento iniciado em 2002.
Fonte: Valor Econômico
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