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Faria Lima: mais 452 mil m² liberados para novos prédios


A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (15), em segunda discussão, o projeto de lei 425/2011, do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que autoriza a Prefeitura a emitir quase 500 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs)* no âmbito da Operação Urbana Faria Lima, por 40 votos a favor e 11 contra. Pelo projeto aprovado, 452 mil metros quadrados poderão ser adquiridos por incorporadoras que quiserem construir novos empreendimentos em uma das regiões mais cobiçadas pelo mercado imobiliário.

“Sobraram metros quadrados na região, mas não tínhamos mais Cepacs para vender. O que for arrecadado agora será investido em melhorias dentro do próprio perímetro da operação”, argumentou o secretário municipal de Planejamento, Rubens Chammas, que espera fazer o leilão dos novos Cepacs ainda até o fim deste ano. “Não estamos criando metros a mais, apenas estamos criando mais Cepacs para vender o que já existe”, afirmou o secretário.

No último leilão da operação, em 25 de maio de 2010, cada Cepac foi comercializado por R$ 4 mil, valor considerado até baixo nos dias de hoje, pela demanda do mercado.

Os Cepacs aprovados visam o segmento residencial, que possuem disponibilidade de m² para construção. Para imóveis comerciais o estoque é quase nenhum - exceto no setor da Hélio Pelegrino, que ainda tem 116.723 m². Os preços dos imóveis corporativos, na região da Faria Lima, Pinheiros e Olimpíadas, portanto, continuarão em alta. Já os novos residenciais que serão lançados deverão ter uma estabilidade moderada.

Veja abaixo o quadro resumo, da Secretaria Municipal de Urbanismo, com a disponibilidade da Operação Consorciada Faria Lima, em 21/10/2011.

Itaú BBA aluga prédio na Faria Lima

O edifício comercial Faria Lima 3.500 da Tishman Speyer foi alugado para o Itaú BBA. A instituição financeira alugou o prédio inteiro por dez anos. O empreendimento será erguido no modelo build-to-suit (construção sob medida) em terreno entre as avenidas Faria Lima e ruas Horácio Lafer e Lopes Neto, na zona sul de São Paulo.
O segmento é o que mais demanda áreas na Faria Lima, avenida com o metro quadrado de edifícios corporativos mais caro e com a menor taxa de vacância do mercado paulistano.
Os investimentos no Faria Lima 3.500 vão somar R$ 500 milhões, dos quais uma parte será financiada pelo Itaú. Os aportes abrangem a compra do terreno e o desenvolvimento do edifício. O terreno foi montado entre 2007 e 2009, por meio da aquisição de 34 casas, a maioria residenciais. Com previsão de entrega até o fim de 2013, o empreendimento terá 24 mil metros quadrados de área locável e 46 mil metros quadrados de área total. O tamanho das lajes vai variar de 4 mil metros quadrados a 5 mil metros quadrados.

Faria Lima com estoque zerado

Valor
29.09.2010

Nos últimos cinco anos, o preço médio do metro quadrado na avenida Faria Lima subiu 188% em termos nominais e 46% já descontanda a inflação. "A Faria Lima é a frente para o mar de São Paulo", brinca Fábio Romano, diretor de incorporações da Yuny, empresa que acaba de entregar empreendimento.

Esse crescimento acompanha o boom que o mercado imobiliário vive atualmente, mas tem um agravante. Pela lei do zoneamento, acabou o potencial construtivo para prédios comerciais na região, assim como os Cepac's - títulos do governo, vendidos em leilões e vinculados às chamadas operações urbanas, que permitem construir algumas vezes mais o tamanho do terreno. Só sai o que já foi aprovado a não ser que haja um novo plano diretor. Há três anos, Cepac na região custava R$ 1,5 mil e no último leilão saiu a R$ 4 mil.

As poucas empresas com empreendimentos já aprovados na região aproveitam a boa fase. A Yuny e a Kauffman acabaram de concluir um edifício de alto padrão na avenida Faria Lima. "Está todo vendido", diz Romano. Sobrou apenas uma laje que será alugada para depois ser vendida. O preço do único andar que resta - R$ 12 milhões. E, segundo o executivo, tem investidor interessado em comprar.

A empresa, que tem capital fechado, o Grupo VR como sócio e planeja lançar R$ 1 bilhão este ano, tem mais dois projetos já aprovados na região. Um deles, com andares de 2 mil m2, está avaliado em R$ 15 mil o metro quadrado e o prédio ainda está no chão.

Outro edifício que não tem o endereço Faria Lima, mas está próximo, está sendo vendido a cerca de R$ 13 mil o m2. "Há investidores interessados em comprar o prédio inteiro", diz. São fundos imobiliários, fundos de pensão e de private equity e grandes famílias. Embora priorize o giro da operação, a companhia chega a questionar se vale a pena vender agora ou esperar valorizar mais.

Atualmente, há cinco prédios em construção na região da Faria Lima e outros quatro em fase de projeto. Além da Yuny, estão com projetos na região são a SDI, Partage e Bueno Netto.

Brookfield mira novas aquisições

A Brookfield é uma das candidatas à compra da incorporadora Even, segundo apurou o Valor. O presidente da companhia, Nicholas Reade, afirmou ontem que a companhia está sempre estudando e analisando possibilidades de aquisições. "Não é questão de comprar apenas para ficar maior, precisa ser uma empresa complementar em negócios e filosofia empresarial", disse.

De acordo com fontes do setor, a empresa procura uma operação que garanta fôlego e ajude a melhorar os resultados. A Brookfield ganhou musculatura nos últimos dois anos, comprando a Company e a MB Engenharia, empresa com atuação no centro-oeste. Chegou ao grupo das cinco maiores em vendas e lançamentos, mas com um nível de lucro mais próximo ao de empresas de menor porte. No primeiro trimestre do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 52,7 milhões - comparável ao de companhias como Eztec e Helbor.

No segundo trimestre - com a venda do prédio da Faria Lima por R$ 600 milhões para o grupo Malzoni - a empresa alavancou seus resultados operacionais e financeiros. O lucro líquido da companhia, de abril a junho, foi de R$ 132 milhões, alta de 65,5% sobre o mesmo período do ano passado.  No primeiro semestre de 2010, a receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, alta de 111%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo Reade, a empresa vai continuar atuando no mercado de escritórios corporativos de grande porte, além do mercado residencial e de pequenas salas.

Fonte: Valor Econômico

Cyrela compra 7,5 mil m² na Faria Lima

Em disputa por espaços para obras comerciais na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, a Cyrela Commercial Properties S.A. Empreendimentos e Participações (CCP) anunciou ontem a aquisição de um terreno para o desenvolvimento de um edifício corporativo padrão Triple A.

Na área total de 7,5 mil metros quadrados, o projeto prevê a construção de 2 torres corporativas que terão área locável estimada em 16,5 mil m². A aquisição foi feita inteiramente em permuta e a área locável estimada da Cyrela será de 8,25 mil m².

A incorporadora totaliza dez empreendimentos de escritórios de alto padrão, seis dos quais na região da Faria Lima. Até março, o segmento representava 73% da receita anual da CCP, com 91 mil m² em portfólio, 43,7 mil m² em desenvolvimento e 35 mil m² em banco de terrenos. A área da Faria Lima foi também a primeira aquisição feita nesse segmento no segundo trimestre. Nos últimos dois meses, a companhia anunciou o aumento de sua participação no Shopping D, uma parceria com a BR Malls no desenvolvimento de um novo centro de compras em Belo Horizonte e a aquisição de um terreno para construção de um centro logístico em Cajamar (SP).

Com gestão compartilhada e meta de alcançar 250 mil consorciados ativos até 2013, a nova empresa pretende atingir uma carteira de R$ 4,5 bilhões de ativos ao final de três anos.

Fonte: DCI

Brookfield vende 49% de obra em São Paulo por R$ 600 milhões


Ontem, a Brookfield vendeu sua participação em um dos endereços comerciais mais nobres de São Paulo, um terreno de 19 mil m2 na avenida Faria Lima (zona Sul), que já pertenceu ao especulador Naji Nahas na década de 80. A empresa desfez-se de 49% do negócio por R$ 600 milhões, transferidos ao grupo VictorMalzoni, que já era dono de 21%. A venda equivale a 34 mil m2 ou R$ 17,6 mil o metro quadrado – valor pago cerca de um ano antes da conclusão do edifício.

Foi a primeira transação de um edifício inteiro na região da Faria Lima – onde não há mais terrenos disponíveis, nem permissão da prefeitura para que novos prédios possam ser erguidos – depois de mais de cinco anos. O empreendimento, que terá quase 70 mil m2.

de área construída e abrigará três torres comerciais, deve ficar pronto em outubro de 2011. O Grupo Malzoni, tradicional dono de shoppings centers em São Paulo, passa a deter 70% do empreendimento – os 30% restantes, ou 26 mil m2, foram permutados com o dono do terreno, o empresário sírio Wafic Said, ligado à família real saudita.

“Foi a melhor proposta que recebemos”, afirma Nicholas Reade, presidente da Brookfield. O Malzoni, segundo Reade, não tinha direito de preferência. “Nosso negócio é construir e vender e não ficar com ativos em carteira para alugar”, diz, sobre a venda. Os dois grupos já haviam feito outra grande transação. No fim de 2007, os Malzoni venderam o grupo Plaza – shoppings Higienópolis, Paulista, Plaza Sul e West Plaza – por R$ 1,5 bilhão para a divisão de shoppings do Brascan, agora Brookfield.

Segundo o Valor apurou, na a Brookfield canadense, controladora da Brookfield do Brasil, também estava na disputa na reta final. A Previ também colocou preço. O negócio foi analisado por vários players do mercado, como empresas de gestão de propriedades. O Itaú foi outro interessado que analisou a compra, mas não entrou na etapa final. Agora, o banco está negociando com a Tishman Speyer a construção de um prédio no modelo “build to suit” para o ItauBBA no terreno vizinho à operação que o banco possui do outro lado da avenida Faria Lima.

Não há mais oferta de novos espaços na avenida Faria Lima – além desse e do Tishman. A situação se agravou depois que acabou o potencial construtivo da região. Pela lei de zoneamento, não se pode construir mais um único metro quadrado, além do que já foi aprovado. Qualquer mudança a partir de agora deve levar um tempo considerável para se concretizar.

O potencial construtivo dessas regiões – que fazem parte das chamadas operações urbanas, que envolvem a cuja autorização para construção é diferenciada e obtida por títulos (Cepac’s) obtidos em leilões – só será alterado se houver um novo projeto de lei ou se a cidade tiver um novo plano diretor. O último leilão de Cepac da Faria Lima aconteceu na semana passada e o título foi vendido por R$ 4 mil, quase o dobro do preço do último leilão. Muita gente ficou de fora, mas empresas como Tishman, Birmann, Cyrela, Gafisa e Rossi compraram títulos para vincular aos projetos. Com a proibição dos comerciais, os residenciais viraram a bola da vez na região.

“Esse terreno é um grande referencial de preço para a cidade inteira, dificilmente sairá negócio acima disso”, afirma Walter Cardoso, presidente da Richard Ellis, empresa contratada no final do ano passado para fazer a transação. “A região não mostra valor há muito tempo”, diz.

Há uma lista de inquilinos interessados em ocupar espaços no novo prédio, entre eles o BTG Pactual e o Goldman Sachs. O preço de aluguel do metro quadrado dos empreendimentos novos deve ficar na casa de R$ 140. “Abaixo disso, a conta não fecha”, afirma uma fonte do setor.

A Brascan Company (agora juntas na Brookfield) e Malzoni pagaram R$ 250 milhões por 70% do terreno. Na época, foi disputado por cerca de 15 empresas e fundos de investimento brasileiros e internacionais. Najas adquiriu o terreno em 1980 e, depois de quebrar, levantou um grupo de investidores para adquirir o crédito do banco europeu que conseguiu o terreno em um processo de execução de dívida.

Fonte: Valor Econômico

Mas onde estão os focos de crescimento?

“Com a retomada do crescimento econômico, e conseqüente geração de empregos, existirá a necessidade de mais áreas corporativas e, portanto, mais áreas de escritórios. O Brasil, certamente, sai fortalecido desta crise por possuir fundamentos bastante sólidos, bem como um grande mercado consumidor, que deverá atrair ainda mais investimentos externos”, comenta Martin Jaco, da BR Properties. O interessante desse cenário é notar que apesar do aumento absoluto de m² em construção, a taxa de vacância total da cidade está em queda.


O transporte público de qualidade aliados nas regiões de uso misto (residenciais, comerciais e serviços) são as principais alavancas para desenvolvimento do mercado corporativo. Os imóveis localizados nessas regiões - Paulista, Berrini e Nova Faria Lima - tiveram uma valorização espetacular na primeira década desse século.