Credito imobiliário deve superar R$ 70 bilhões no ano, diz Caixa

A Caixa Econômica Federal elevou hoje sua projeção para crédito imobiliário em 2010. A expectativa é de que os financiamentos correspondam ao valor recorde de R$ 70 bilhões, ante previsão inicial de R$ 60 bilhões.

“O mais importante é que não se trata de um acontecimento sazonal ou isolado, mas, sim, de um ciclo virtuoso sustentável”, afirmou a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, o valor aplicado em habitação até o dia 3 de setembro alcança R$ 47,6 bilhões, já superando o montante registrado em todo o ano passado, quando a Caixa emprestou R$ 47,05 bilhões. O número de contratos assinados nos oito primeiros meses de 2010 foi de 773.247.

Do total de recursos disponibilizados pela Caixa, R$ 21,4 bilhões tiveram como fonte a caderneta de poupança e R$ 20,7 bilhões vieram do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O restante é proveniente de outras fontes.

No caso do Programa Minha Casa, Minha Vida, o número de contratos neste ano supera 355 mil, somando R$ 21,8 bilhões.

Fonte: Valor

Eccelera e Standard Life Investments adquirem mais dois edifícios Classe A em SP

Eccelera, o parceiro brasileiro da Standard Life Investments, um dos maiores gestores de recursos da Europa com £146 bi de ativos sob gestão, anuncia a aquisição de dois edifícios comerciais de alto padrão em pontos estratégicos da cidade de São Paulo.

A mais recente aquisição, o Edifício Bela Paulista, situa-se em um dos endereços corporativos mais nobres da cidade de São Paulo, na Av. Paulista, 2.421 esquina com a Rua Bela Cintra. Adquirido pelo preço de R$54.5 milhões, a propriedade possui mais de 6.000m2 de área privativa distribuídos entre loja no térreo e mais 14 andares de escritórios classe A. O prédio acaba de passar por um processo completo de retrofit que trouxe para um edifício original de arquitetura arrojada dos anos 60 as características técnicas e qualidade dos melhores edifícios do mercado.

“A demanda por espaços de escritório de primeira linha nesta região é alta e a oferta é uma das mais baixas da cidade. Além disso, estamos posicionados em uma excelente localização a um preço competitivo em relação a outros espaços vagos com a mesma qualidade na avenida” – menciona Flávio Mantesso Filho, Diretor de Portfolio da Eccelera. Isto fica comprovado através das locações já fechadas no prédio com empresas multinacionais e nacionais de primeira linha que já ocupam 50% de seu espaço vago. A taxa de capitalização da transação, conhecida no mercado pelo termo de “cap-rate” foi de 12.1%.

A segunda compra foi o Edifício Madison, localizado na R. Gomes de Carvalho, 1.195 na Vila Olímpia, a duas quadras do novo Shopping Vila Olímpia. Praticamente único na Vila Olímpia, o Madison hoje está integralmente locado, e seu histórico de ocupação foi similar mesmo dentre as altas e baixas do mercado desde sua construção. Isto porque sua área de cerca de 1.500m2 por andar, facilita a ocupação horizontal de grandes empresas e não pode ser encontrada facilmente em outros prédios da região.

Dentre as obras de melhorias que estão sendo contratadas para o edifício destaca-se a instalação de três novos elevadores de última geração com máquinas de tração alemãs sem engrenagem. “Queremos atualizar alguns equipamentos adequando o prédio aos padrões atuais de edifícios de primeira linha, uma vez que sua arquitetura e infra-estrutura já se encontram dentro deste padrão” – afirma Marcelo Safadi, Diretor Financeiro da Eccelera. Com uma área locável de mais de 8.000m2 distribuídos em 6 andares, o edifício foi adquirido por uma taxa de capitalização (“cap rate”) de 11.2%.

Especialista no mercado de escritórios corporativos, a Eccelera possui sistemas preditivos de mercado desenvolvidos através de modelagens estatísticas e simulações Monte-Carlo que servem como base para suas decisões estratégicas.

“Desenvolvemos e aperfeiçoamos estes modelos internamente e hoje conseguimos ter uma visão mais clara do mercado de curto e médio prazo. Isto nos possibilita tomar decisões com um menor grau de incerteza e com maiores chances de retorno, além da criação de valor que geramos através de nossa gestão ativa da propriedade” – comenta Marcelo Safadi, Diretor Financeiro da Eccelera.

“Buscamos propriedades e estratégias que combinadas possam reduzir o risco do portfolio e aumentar o seu retorno. Hoje conseguimos demonstrar matematicamente o quanto do retorno do investimento é resultado de uma maior exposição a risco (Beta) e o quanto vem de nossa expertise (Alpha), com isso fica mais fácil o investidor avaliar se ganhou mais porque se arriscou mais ou se foi por mérito de uma gestão de alta performance.

Nosso objetivo é sempre maximizar o índice Sharpe (quantidade de retorno adicional à taxa Selic para cada unidade de risco) para nossos investidores, ou seja, mais retorno com menos risco. Para isso usamos técnicas de gestão de portfolio. Pela natureza heterogênea de cada investimento, utilizamos métodos de homogeneização com o intuito de isolar a influência do risco idiossincrático em nossas análises.” – acrescenta Flávio Mantesso Filho, Diretor de Portfolio da Eccelera.

Uma fotografia do portfolio investido, sua performance e projeções futuras é divulgada trimestralmente aos investidores num profundo relatório técnico e analítico.

Fonte: Imprensa Eccelera

O belga Pylos Group mira em imóveis corporativos

Depois de analisar a entrada em mercados emergentes, como os da China, Índia e Vietnã, a incorporadora imobiliária belga Pylos Group, especializada no nicho de imóveis corporativos, escolheu o Brasil para sua primeira incursão fora da Europa. Formado em direito e economia, o presidente da Pylos, o executivo Vincent Boutens, com passagem pela DTZ, gigante americana do setor, acaba de se transferir de "mala e cuia", com a mulher e dois filhos para São Paulo, onde espera residir nos próximos três anos. O desafio que trouxe Boutens ao Brasil é gerar negócios no valor de R$ 100 milhões até o final de 2010. Nos próximos quatro anos, o belga pretende aumentar a marca para R$ 250 milhões.

Segundo Bountens, a taxa de crescimento acelerado da economia brasileira, somada ao pequeno número de incorporadoras imobiliários focadas exclusivamente no segmento corporativo, tornou o Brasil o mercado mais promissor. "Bruxelas, com uma população de 1 milhão de habitantes, tem 12 milhões de metros quadrados de escritórios construídos", diz Boutens. "A capital paulista tem cerca de 12 milhões de habitantes e apenas 7 milhões de metros quadrados de escritórios construídos."

Inicialmente, a Pylos disponibilizou R$ 20 milhões para a aquisição de imóveis no Brasil e já conta com oito projetos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília em análise. "O País está diante de um aumento muito forte de demanda por imóveis comerciais, com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016", diz Boutens. Outra linha de negócios em que a empresa tem expertise e pretende ganhar espaço por aqui é a construção de empreendimentos sob encomenda para grandes corporações, como a Tetra Pak e a Michelin, que estão entre seus clientes europeus.

Formada à época da crise financeira de 2001, por Boutens e seu sócio Edward de Nève, a Pylos assumiu, desde sua fundação, o rumo que muitas construtoras brasileiras acabaram adotando para reduzir custos, com a subcontratação de empreiteiras especializadas e a reparticipação de contratos entre investidores de cada projeto. "Todo nosso poder de fogo está na obtenção de novos negócios, e não na administração de uma folha extensa de pagamento", diz Boutens. Com essa estratégia, a Pylos já conseguiu negócios no valor de 750 milhões de euros, em nove anos.

Sua operação na Europa, por exemplo, conta com apenas 20 funcionários. A subsidiária brasileira seguirá a mesma linha, sendo composta por cinco executivos. Um dos profissionais recrutados pela Pylos é o arquiteto Sergio Negro, com experiência na consultoria imobiliária Colliers International e ex-presidente da Newmark Knight Frank, que comandará a operação brasileira, no cargo de CEO.

Para se firmar no mercado brasileiro, a Pylos aposta no aumento da demanda por construções alinhadas aos conceitos de sustentabilidade, um nicho em que já atua há alguns anos. "Quase todos os imóveis que entregamos na Europa adotam essa tecnologia", afirma Boutens. "No Brasil esse é um campo ainda praticamente inexplorado."

Fonte:  Newmark Knight Frank