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Rendimentos mais altos aquecem setor imobiliário do sul da Europa

Por ART PATNAUDE de Londres e CRAIG KARMIN de Nova York.

Os investidores estão se aventurando na Espanha, Itália e até mesmo na Grécia em busca de barganhas de imóveis comerciais. Eles seguem o princípio de que os retornos maiores compensam o risco do crescimento do sul da Europa continuar lento.


Durante grande parte da recessão prolongada que assolou a União Europeia, muitos investidores se concentraram em escritórios e residências de luxo em cidades como Londres e Paris, onde os mercados imobiliários atravessaram relativamente incólumes a crise do euro. Agora, embora os aluguéis e os níveis de ocupação do sul da Europa permaneçam anêmicos, a região vem se beneficiando da crença generalizada de que o pior da crise financeira já passou.

Brasil é o segundo melhor lugar do mundo para os investidores do mercado imobiliário


Subindo uma posição, o país ultrapassou a China em levantamento mundial. Antes em 26º lugar entre as cidades mais promissoras, São Paulo atingiu a 4ª (quarta) posição No ranking dos melhores países para se investir em imóveis, o Brasil ocupa a segunda posição neste ano (2012) – em 2011 o país estava em quarto lugar. Mas a maior surpresa para nós, brasileiros, ficou por conta da cidade de São Paulo, que subiu da 26ª colocação na mesma lista, para o cobiçado 4º lugar. A avaliação é da Associação de Investidores

Estrangeiros em Imóveis (Association of Foreign Investors in Real Estate, Afire), que lançou recentemente seu levantamento anual, com os principais lugares em que seus membros estão mais interessados em comprar imóveis. Os EUA ainda são o lugar favorito entre os investidores. A China, segunda na lista em 2011, cedeu seu lugar para o Brasil em 2012.

De acordo com a pesquisa, conduzida pela Wisconsin School of Business (EUA), os imóveis mais cobiçados neste ano estão nos seguintes países:

1. EUA (1º lugar há várias edições)
2. Brasil (4º lugar no ano passado)
3. China (2º lugar no ano passado)

As principais cidades no mundo para o investimento em 2012 são:

1. Nova York (1º lugar ano passado)
2. Londres (3º lugar no ano passado)
3. Washington, DC (2º lugar no ano passado)
4. São Paulo (26º lugar no ano passado)
5. São Francisco (10º lugar no ano passado) Brasil

 O destaque dado ao Brasil e à São Paulo é compreensível: o mercado interno brasileiro está crescendo incrivelmente. Empresas como a Caterpillar e a Deere estão investindo em operações de manufatura no país para crescer rapidamente no mercado de equipamentos de construção. A indiana Tata Motors, proprietária das marcas Jaguar e Land Rover, também estaria construindo uma fábrica por aqui com o objetivo de atender à demanda de automóveis e, provavelmente, para evitar mais impostos sobre os carros importados, já que o governo aumentou recentemente a tributação sobre este segmento. Ditto, Nissan Motors e possivelmente a Volkswagen também planejam fazer o mesmo.

Para reportagem da Forbes, a história maior por trás desses números é que os EUA estão levando uma surra por conta das dificuldades internas do Congresso (a dificuldade em aprovar o aumento do teto da dívida americana é um bom exemplo) e da lenta recuperação econômica. A Afire ressalta em sua pesquisa que os EUA continuam a ocupar a primeira posição em termos de potencial de valorização de imóveis, mas sua vantagem está diminuindo. A diferença que separa os países do primeiro e segundo lugar no ranking deste este ano é de 23,8 pontos percentuais, a menor desde 2008.

 Fonte: Época Negócios

Investidores estrangeiros apostam no mercado imobiliário brasileiro como destino seguro de seu capital

RJ, O Globo

O megainvestidor do setor imobiliário Sam Zell já disse que o Brasil seria sua escolha, caso tivesse de fazer uma única aposta nos próximos anos. Seguindo os passos de Zell, investidores estrangeiros têm dirigido um novo olhar para a construção civil brasileira. Ingleses, portugueses, espanhóis e chineses passaram a considerar prédios residenciais e comerciais dos grandes centros do país como um bom destino para seu dinheiro. Em parceria com a Apex, a Adit Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico) captou em 2010 cerca de R$ 30 milhões em investimentos externos para a construção, como mostra reportagem de Luciana Calaza e Geralda Doca publicada no Morar Bem deste domingo.

Segundo analistas, esse total representará R$ 316 milhões em valor de venda nos próximos dois anos — tempo em que as unidades terão sido negociadas. E, diz o presidente da Adit Brasil, Luiz Henrique Lessa, esses números ainda vão crescer, já que outras empresas estrangeiras estão em negociação com empresários brasileiros.

Quebrando um paradigma no setor, a habitação para baixa renda, que conta com subsídios do governo, chama especialmente a atenção dos investidores, que desembarcam no Brasil em associações com empresas das regiões Sudeste e Nordeste.

O presidente do Sinduscon-Rio, Roberto Kauffmann, diz que entre os interessados estão europeus e chineses que atuam na Venezuela e querem se instalar também no Brasil. Ele conta que há cerca de três meses recebeu do Consulado da China uma sondagem em nome de dez empresários, sendo que a metade estava interessada no segmento habitacional de baixa renda.

Lessa ressalta que o Minha Casa, Minha Vida é um sucesso internacional e vem atraindo investimentos de grupos estrangeiros. Como não são "elegíveis" a atuar no programa federal, os investidores firmam parceria com empresas locais, através de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE).

Entre as empresas que fizeram negócios no Brasil em 2010 está o fundo de investimento inglês Charlemagne Capital, que negociou, junto com a empresa alagoana Record Engenharia, a construção de um edifício de 312 unidades. Outra britânica, a RG Salamanca, foi além e fechou com a Ecocil, do Rio Grande do Norte, 14 prédios para a classe média, num total de 1.311 unidades. E já está nos planos da dupla 25 mil unidades para o Minha Casa Minha Vida. Os portugueses do grupo Avistar, por sua vez, se associaram à construtora Teto Planejamento para erguer um prédio de 110 unidades também dentro do Minha Casa.

As carteiras imobiliárias em 2010 e os ganhos do investidor


Marcelo D' Agosto
20.01.2011

No ano de 2010, foram registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 39 ofertas de distribuição de cotas de fundos imobiliários, totalizando um montante recorde de R$ 9,7 bilhões. Destas, 20 ofertas foram concluídas ao longo do ano e somaram R$ 3,3 bilhões. As demais ofertas ainda estão em processo de comercialização. 

Rentabilidade

Em termos de ganhos para o investidor, os dados de mercado mostram que, das ofertas encerradas em 2010, a faixa de rendimento corrente dos aplicadores em fundos imobiliário está ao redor de 9,5% ao ano. Esse número é calculado a partir da relação entre a remuneração distribuída pelo fundo e o valor de mercado de sua cota. Além do rendimento corrente o investidor em fundos imobiliários pode ter um ganho de capital tanto em função da valorização do imóvel quanto pela queda das taxas de juros de longo prazo.
A valorização do imóvel geralmente implica em um aumento dos valores cobrados pelo seu aluguel e a queda das taxas de juros torna o fluxo de caixa gerado pelos alugueis dos imóveis mais valioso.  Em ambos os casos a consequência é o aumento do preço de mercado da cota o fundo.

Como vantagem adicional, a pessoa física que aplica no fundo imobiliário possui isenção do imposto de renda sobre seus rendimentos, desde que o fundo imobiliário atenda as exigências da legislação. A combinação entre a diversidade de políticas de investimento com a boa perspectiva de remuneração comparativamente às opções tradicionais de investimento foi um importante fator para o desempenho recorde do mercado de fundos imobiliários em 2010.

Para 2011 o investidor deverá encontrar diversas alternativas que podem gerar boas oportunidades de investimento desde que os riscos para seu portfólio de investimento sejam toleráveis. Entre as ofertas em andamento, uma boa parte são de fundos que tem como política de investimento a aquisição de ativos financeiros imobiliários. Uma inovação para 2011 serão os fundos que tem como política de investimento o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, com o objetivo de capturar e repassar ao investidor o ganho com a valorização do terreno decorrente da atividade de incorporação imobiliária. A maior variedade de alternativas de fundos imobiliários implica, para os investidores, em análises de investimento mais detalhadas.

Volume e tipo de investidor

Metade do volume das ofertas colocadas em 2010 foi de fundos imobiliários cuja política de investimento é adquirir, majoritariamente, lajes de prédios de escritórios para locação para empresas de primeira linha. Esse tipo de fundo atraiu investimentos de cerca de 8 mil pessoas físicas com aplicação média de aproximadamente R$ 130 mil. O  segundo tipo de fundo que mais atraiu pessoas físicas foram aqueles cuja política de investimento é adquirir ativos financeiros imobiliários. A aplicação média das cerca de 700 pessoas físicas que investiram nesse tipo de fundo é mais elevada, de cerca de R$ 500 mil.

Com relação à quantidade de investidores, os fundos cuja política de investimentos é comprar imóveis "built-to-suit", ou comerciais, atraíram cerca de 2 mil pessoas físicas cada um.  A aplicação média das pessoas físicas nos fundos que investiram em imóveis "built-to-suit" foi de R$ 90 mil e nos fundos que investiram em imóveis comerciais foi de R$ 60 mil. Adicionalmente, mas em menor número e em menor volume, as pessoas físicas também aplicaram seus recursos em fundos imobiliários que possuem como política de investimento a aquisição de imóveis e projetos habitacionais, galpões industriais ou armazéns para distribuição de estoques e cotas de outros fundos imobiliários.

Aumento da procura por aluguel atrai investidores

Folha de São Paulo
27.09.2010

Em São Paulo, o mercado aquecido e a valorização dos imóveis aumentam o interesse de investidores por comprá-los. Para quem pensa em adquirir um para alugar, o cenário é promissor: combina boa demanda e alta nos valores dos aluguéis.

"Temos notado um grande aumento no número de locações de um ano para cá", afirma Cícero Yagi, consultor de locação do Secovi-SP (sindicato da habitação). "A melhora da economia leva pessoas a morarem sozinhas", justifica.

A velocidade para fechar o contrato de aluguel mostra a boa demanda.

De acordo com levantamento do Secovi-SP com 120 imobiliárias, em agosto, um imóvel residencial levava de 12 a 31 dias para ser alugado na capital. Os que têm um dormitório não passaram mais de 21 dias vagos; as unidades com três quartos ficaram livres por até 41 dias.

Alexandre Ruiz, diretor do portal ZN de imóveis -que atua nas zonas leste, norte e oeste- afirma que as unidades do site são locadas, em média, após uma semana.

APRECIAÇÃO

A dificuldade em encontrar unidades vagas reflete no preço. Os contratos fechados em agosto, segundo a mesma pesquisa, registraram valores de aluguel 11,44% maiores do que os contratados há um ano.

O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado da Fundação Getulio Vargas) acumulado nos últimos 12 meses somou 6,99%.

Confira nesta edição em que regiões os paulistanos mais procuram imóveis residenciais para alugar, quanto custa o aluguel em diferentes distritos e qual é a rentabilidade do investimento.

Especialistas mostram ainda como escolher a imobiliária, fazer o contrato e dividir gastos com o inquilino.

Imóvel comercial lidera ganhos

A disparada nos preços dos imóveis nas principais capitais do país é fruto da melhora na renda e acesso maior ao crédito, mas também do apetite dos investidores. Muito lembrada em momentos de incerteza, a aplicação no setor imobiliário ganhou força com a crise internacional, quando muitas pessoas venderam ações e foram em busca de proteção e diversificação do patrimônio em apostas consideradas mais seguras.

A revista "ValorInveste" ouviu aplicadores e comparou dados para encontrar quem ganhou mais dinheiro nesse segmento. A conclusão é de que a maior rentabilidade nos últimos anos foi obtida por quem comprou empreendimentos comerciais em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico